Mittwoch, 21. März 2018

CEBRASPO: DENÚNCIA: ATAQUE DE PISTOLEIROS CONTRA CAMPONESES DA FRENTE NACIONAL DE LUTA CAMPO E CIDADE NO LATIFÚNDIO NORTE AMÉRICA EM CAPITÃO ENÉAS, NORTE MINAS, É CRIME ENCOMENDADO, PREMEDITADO E TEM A COBERTURA DO ESTADO E DO MONOPÓLIO DA IMPRENSA


terça-feira, 20 de março de 2018

DENÚNCIA: ATAQUE DE PISTOLEIROS CONTRA CAMPONESES DA FRENTE NACIONAL DE LUTA CAMPO E CIDADE NO LATIFÚNDIO NORTE AMÉRICA EM CAPITÃO ENÉAS, NORTE MINAS, É CRIME ENCOMENDADO, PREMEDITADO E TEM A COBERTURA DO ESTADO E DO MONOPÓLIO DA IMPRENSA


Reproduzimos a seguir importante denúncia da Liga dos Camponeses Pobres sobre o ataque covarde desferido pelo latifúndio em conluio com o Estado contra camponeses combativos do Movimento Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) ocorrido no último 8 de março.
"A Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres manifesta seu total apoio aos companheiros da FNL diante do covarde ataque de pistoleiros ocorrido na tarde de quinta feira, 08 de março, Dia Internacional da Mulher Proletária, contra os camponeses que no mês de fevereiro haviam ocupado a sede deste latifúndio, avançando na luta.
São ridículas e mentirosas as manchetes do monopólio da imprensa para divulgar os fatos. “Troca de tiros”, G1; “Conflito Agrário”, Estado de Minas; “Conflito em Fazenda”, O Tempo; o que houve foi um ataque covarde, uma emboscada, com alvos premeditados, pistoleiros armados contra camponeses desarmados. E das informações divulgadas (até agora só apareceu a versão da polícia e em algumas reportagens declarações da “gerente” do latifúndio, nenhum companheiro da FNL foi ouvido), o que aparece é um companheiro que seria da liderança gravemente ferido, no hospital correndo risco de vida, com tiros na cabeça e no corpo, um outro camponês ferido à bala, e diversos camponeses espancados.
A declaração da “gerente” do latifúndio Andréia Beatriz (qual o sobrenome da sujeita, senhores, informem, ou só pobres merecem ser identificados?) é uma confissão de culpa cristalina:
“A gerente da fazenda, Andreia Beatriz, alega que foi informada de um roubo de gado na propriedade e quando iria fazer um boletim de ocorrência soube do tiroteio na Norte América. Segundo ela, alguns funcionários da fazenda foram enviados à propriedade para pegar ração, e acabaram sendo confundidos com autores do tiroteio, sendo presos pela PM.”
É evidente que “fazer um boletim de ocorrência” era um álibi, estar em outro local, de preferência público, quando os pistoleiros de sua quadrilha atacassem os camponeses e eliminassem seus líderes.
E mais absurdas ainda são as imagens divulgadas pela polícia das armas “apreendidas” com os “suspeitos”, os tais “funcionários” da fazenda:



O que aconteceu foi: quem não era reconhecido como “funcionário da fazenda” (e legalmente nenhum era, pois duvidamos que algum deles tenha a carteira de trabalho assinada) saiu fora com as armas do crime.
E a revolta só aumenta quando nos deparamos com o lixo que escreve o monopólio da imprensa, como os trechos que reproduzimos da “matéria” do G1:
“Até o momento, de acordo com a polícia, seis pessoas foram detidas por suspeita de envolvimento no crime.”
“Cerca de 120 sem terras, integrantes do FNL, participaram da invação na Fazenda Norte América.” (o erro é do G1)
Quando é no Rio de Janeiro e a polícia prende pobres, no mínimo são “traficantes” ou “bandidos”, quando é pistoleiro do latifúndio, “pessoas” “trabalhadores da fazenda”; e os camponeses não são “pessoas”, são “120 sem terras”.
Que nojo!
Tudo isso para acobertar a quadrilha que gerencia e assalta o país (em Minas, Temer e Pimentel são grandes aliados), dos quais os pistoleiros do latifúndio escravocrata são peças-chave (Leo Andrade, o latifundiário, é da mesma família Andrade do Pará, conhecida por posses ilegais de terras, crimes, trabalho escravo e matanças).
No ano passado, em 2017, pistoleiros deste mesmo latifúndio foram presos armados, um seria de Minas e outro do Pará, quando atacaram integrantes do MST que então organizava a luta pela área. A FNL, junto com os mesmos camponeses que não aceitavam desvios no caminho da luta, encampou a retomada da terra. Esta luta se soma com a luta da Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Sul da Bahia pelas terras de Cachoeirinha.
Conclamamos ao apoio imediato de todas as entidades democráticas aos companheiros atacados, que todos cobrem do Estado, façam vigílias no hospital para garantir a vida dos companheiros internados e que ainda podem ser atacados, apóiem as famílias das vítimas.
Conclamamos que se realizem atos de protesto e denúncia.
E também que as lutas dos camponeses do Norte de Minas recebam todo o apoio que merecem e precisam.
Viva a Retomada do Latifúndio Norte América!
Viva a luta dos Posseiros de Cachoeirinha!
Total apoio e solidariedade aos companheiros da FNL!
Morte ao latifúndio!
Viva a Revolução Agrária!
Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres
Belo Horizonte, 09 de Março de 2018"

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

CAMPONESES RESISTEM AOS ATAQUES DO LATIFÚNDIO E TENTATIVAS DE DESPEJO EM LAGOA DOS GATOS- PE

Reproduzimos a importante denúncia que recebemos da Liga dos Camponeses Pobres- Nordeste:
"Há mais de 15 anos cerca de 80 famílias conquistaram a fazenda Riachão de Dentro (Lagoa dos Gatos – PE) e neste período foram inúmeras as tentativas do latifúndio de frear nossa luta. Os camponeses resistiram ao longo dos anos sete despejos e tem desenvolvido sua organização e produção chegando hoje a ser de forma inconteste a área camponesa mais produtiva do município e uma das mais prósperas da região. Atualmente, o velho Estado a serviço dos supostos herdeiros do antigo latifundiário, entre eles o atual secretário de agricultura do município, enviou para o batalhão de choque da PM de Caruaru um mandato de reintegração irregular, sem notificar os camponeses, o Incra nem a promotoria agrária.
Desde a realização do Corte Popular em 2009, quando cada família recebeu sua parcela, toda a terra que antigamente só tinha mato, gado e carrapato, se transformou em roças de irrigação altamente produtivas. Atualmente os camponeses produzem banana, macaxeira, mandioca, milho, batata, feijão, alface, coentro e muitas mais lavouras. Hoje ao longo das mais de 600 hectares, os camponeses construíram com grande trabalho muitas casas de alvenaria, casa de farinha, poços, barragens, cacimbas, cisternas e muitas mais benfeitorias. A Área Revolucionária José Ricardo é um exemplo concreto da superioridade do caminho democrático que está se abrindo com a Revolução Agrária em relação ao caminho latifundiário dessa velha sociedade semifeudal e semicolonial sob a qual se desenvolve um capitalismo burocrático.
Ao longo dos anos, sob a bandeira da Liga dos Camponeses Pobres, os camponeses tem forjado uma alta organização, funcionando regularmente as Assembleias Populares, o Comitê de Defesa da Revolução Agrária (CDRA), a Escola Popular, o Movimento Feminino Popular e a associação, ademais participando de campanhas democráticas e revolucionárias nacionais e internacionais.
A ordem de despejo, como divulga sem vergonha um dos “herdeiros”, é de “queimar tudo” o que construíram os camponeses ao longo dos anos. Ordem absurda e reacionária que é uma verdadeira declaração de guerra contra os camponeses. Os tambores estão retumbando por todo o município. Nesta semana os camponeses conseguiram o posicionamento do Ministério Público de suspender durante 90 dias o mandado de reintegração e seguem exigindo que o INCRA cumpra a sua velha promessa de regularização. O clima na Área Revolucionária José Ricardo é de firmeza e combate. Os camponeses anunciam que não permitirão que destruam suas conquistas nem os despejem de suas terras.
No dia 09 de fevereiro foi realizada uma contundente manifestação na sede do município com a participação de 150 camponeses de Riachão de Dentro, com o apoio de camponeses das Áreas Revolucionárias Renato Nathan e Rosalvo Augusto de Alagoas, e estudantes da Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia e do MEPR. A manifestação e a defesa da Área Revolucionária José Ricardo ganhou o apoio generalizado de pequenos comerciantes, marchantes, professores e o povo em geral do município.
O mandato de despejo contra a Área Revolucionária José Ricardo faz parte do ataque que o velho Estado continua aprofundando contra a luta camponesa pela terra e a luta do povo das cidades ao longo do país. A Área Revolucionária José Ricardo abastece o município e a região, garantindo alimentos e reduzindo o custo de vida. Chamamos a todos os camponeses, operários, pequenos comerciantes, intelectuais honestos, democratas e revolucionários a apoiarem a luta dos camponeses da Área Revolucionária José Ricardo.
Viva a Revolução Agrária!
Terra para quem nela vive e trabalha!
O Povo quer terra e não repressão!
Morte ao latifúndio!
Combater e Resistir!
  
Liga dos Camponeses Pobres - Nordeste "