Friday, July 10, 2020

GALIZA: Imágenes campaña de Boicot electoral-Galiza Vermelha





Publicado por dazibao rojo en 10:54 p. m.

HAMBURGO: MURAL EN HOMENAJE AL CAMARADA XOSÉ PORTELA


ESTUDIOS AGRARIOS BRASIL: Devastação da Amazônia aumenta durante Operação ‘Verde Brasil 2’

 Clicar nos títulos para ver as notícias completa 

Devastação da Amazônia aumenta durante Operação ‘Verde Brasil 2’

TAÍS SOUZA
 02 JULHO 2020

Durante a Operação “Verde Brasil 2”, que foi lançada para “prevenir incêndios” na Amazônia, o número de queimadas e de desmatamento aumentou em 19,5% no mês de junho de 2020, em comparação com o mesmo período de 2019. Além disso, fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) denunciam atuação negligente dos militares. A operação, segundo denuncia o movimento camponês, é na verdade uma operação de guerra contra a luta pela terra disfarçada com máscara de “combate à devastação”..

Os agentes do Ibama, em entrevista ao portal de notícias UOL, descrevem as ações dos militares como “ineficientes”, “mal-intencionadas” e afirmam que estas vêm atrapalhando a fiscalização que ocorria anteriormente, contrariando o que pronunciaram os militares.

Relatam que desde a chegada dos militares, as ações de fiscalização planejadas pelo órgão têm sido suprimidas, como ocorreu logo no início de maio quando uma operação para apreensão de maquinário de madeireiras em terra indígena foi suspensa e redirecionada a outra área onde nada foi encontrado.

Outra ação surpresa de apreensão de material e destruição de maquinário de madeireira foi convertida em barreira na saída da cidade para confisco de madeira. Os agentes alegam que "apreender madeira já cortada não trará resultado algum. É preciso impossibilitar a atividade do madeireiro”.

Denunciam também que os helicópteros de grande porte e a maneira que os militares os utilizam possibilitam retirada antecipada das madeireiras. “Os militares sobrevoam alto e não descem. Eles só chamam a atenção dos madeireiros, que retiram seus maquinários e somem", afirmam os agentes.

COM PRESENÇA DE MILITARES QUEIMADAS E DESMATAMENTO AUMENTAM

No dia 9 de junho, durante o anúncio do balanço das ações da  Garantia da Lei e da Ordem (GLO), o ultrarreacionário vice-presidente e general, Hamilton Mourão, afirmou que houve resultados positivos e que a taxa de desmatamento caiu em maio.

Porém, a verdade é que desde o início da Operação, foi constatado o maior aumento de desmatamento desde que iniciou-se as medições. Apenas em maio, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inep) foram 829,9 km² devastados. No mês de junho, 609,89 km² de mata foram derrubados, entretanto o número parou de ser atualizado no dia 18.

O balanço mensal também indica aumento de queimadas no mês de junho de 19,5% em relação ao mesmo período em 2019, o maior número desde 2007. O período de pico das queimadas foi antecipado com relação aos anos anteriores, que ocorrem entre julho e outubro.

Apesar da ineficiência em seu suposto propósito (combate aos crimes ambientais) a GLO foi prorrogada por mais 30 dias e segue até 10 de julho de 2020 e segundo o ultrarreacionário general Mourão as “ações prioritárias para enfrentamento de ações ilegais” estão previstas até 2022. A soma do gasto com a operação, caso permaneça até a data indicada, poderá totalizar 1,74 bilhões de reais.

AVANÇO DA MILITARIZAÇÃO DA AMAZÔNIA E A PERSEGUIÇÃO CONTRA OS CAMPONESES

A militarização da Amazônia prossegue, segundo o movimento camponês, não para prevenir queimadas, mas sim com o objetivo de intensificar a guerra contra o povo, particularmente os camponeses pobres, pequenos e médios proprietários, em favor do latifúndio. A justificativa de evitar queimadas é, segundo os camponeses, apenas fachada para não gerar solidariedade à luta dos camponeses.

No dia 19 de maio, logo no início da nova GLO, nos arredores de Jacinópolis, distrito de Nova Mamoré em Rondônia, terras foram invadidas pelas forças militares da região que prenderam uma família (um homem, mulher e uma criança) e apreenderam motos dos moradores.

Como respostas a essas ações os moradores da região se mobilizaram: uma estrada foi bloqueada em diferentes pontos utilizando árvores e houve destruição de pontes. Isso obrigou os policiais se refugiarem e passarem a noite na mata. No dia seguinte, após envio de reforços policiais, dezenas de moradores a pé e em motos fizeram novo bloqueio. A polícia usou spray de pimenta, bombas e fez disparos. Os moradores reagiram com pedras. Depois de muitas tentativas fracassadas os policiais fugiram sendo perseguidos pelos moradores revoltados. Tropas do Exército reacionário continuam acampadas na região.

Antes, em abril, dois acampamentos localizados na área da fazenda Jatobá, no município de Machadinho D’Oeste, em Rondônia, já haviam sido invadidos por soldados do Exército reacionário e agentes da Polícia Militar (PM), Polícia Civil (PC) e Força Tática. Na ação duas camponeses foram presas.

Em novembro de 2019, o AND repercutiu a denúncia emitida pela Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres (LCP) na qual declarava que o Exército reacionário invadiu e cercou áreas camponesas em Rondônia. “Os camponeses da área relataram que durante uma semana os militares das Forças Armadas reacionárias cometeram todo tipo de intimidação, ameaça, abuso e humilhações”, relataram. Na época, estava em vigor a Operação “Verde Brasil 1”.

QUEM SE BENEFICIA COM O DESCASO DOS MILITARES COM AS QUEIMADAS

Um estudo realizado em maio de 2020 pela Chain Reaction Research (CRR), apontou que os fatores determinantes e atores envolvidos nos incêndios ocorridos em 2019 iniciados com o “Dia do fogo” foram corporações monopolistas ligada ao latifúndio e ao imperialismo.

A pesquisa cruzou imagens dos incêndios, feitas por satélites da Nasa, com a localização dos maiores frigoríficos da região, como JBS e Marfrig, e grandes silos de soja, controlados por empresas como a  Bunge e Cargill.

De acordo com o estudo, foram detectados 417 mil focos de fogo nas zonas potenciais de compra¹ da JBS e da Marfrig de julho a outubro do ano passado, um número que representa 42% de todos os incêndios ocorridos no Brasil no período.

As queimadas ocorridas entorno da Bunge e da Cargill somam cerca de 39,9 mil, contados a partir de um raio de 25 km dos silos destas empresas.

Os incêndios são provocados geralmente para realizar uma “limpeza” e ampliar áreas de pasto ou para o cultivo, formando novas áreas conhecidas como “áreas agrícolas”. Embora as queimadas sejam realizadas também por pequenos agricultores como método mais acessível para o preparo de solo na ausência de formas acessíveis, a atividade pecuária bovina do monopólio, seguido pelo cultivo da soja, é a atividade que de fato provoca devastação na Amazônia por sua extensão.

As zonas potenciais de compra dos matadouros foram estabelecidas pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) em 2017 e a distância máxima que os frigoríficos percorrem para comprar os animais para abate. Os frigoríficos maiores o fazem a uma distância máxima de 360 km a partir de suas instalações. Os menores, compram gado a uma distância máxima de 153 km.






Imagem ilustrativa. Foto: Banco de dados AND

GO: Camponeses tomam latifúndio em Lagoa Santa

No dia 28 de junho, camponeses do município de Lagoa Santa, Goiás, anunciaram a reocupação do latifúndio conhecido como “Fazenda Santa Maria”. Cansados de esperar pelo velho Estado eles tomaram a terra que há muito tempo está abandonada. 

Fonte. AND

Duas homenagens a Seu Ramiro

Seu Ramiro é um camponês simpático do agreste pernambucano. Quando conhece gente nova, gosta sempre de contar emocionado a mesma história: da paixão que seu coração menino tinha pela bandeira vermelha da Liga Camponesa de Francisco Julião, da qual seu pai fazia parte.

Fonte. AND

PR: Paramilitares destroem lavouras de camponeses a mando do latifúndio
No dia 3 de julho, o latifundiário Víctor Vicari Rezende invadiu, juntamente com 14 paramilitares, o acampamento Valdair Roque, localizado na cidade de Quinta do Sol, no Paraná. Eles destruíram lavouras de camponeses que estavam em fase de colheita. 

Fonte. AND

Unir: Estudantes indígenas denunciam política de exclusão com aulas remotas

No último dia 03 de julho o Centro Acadêmico Indígena Intercultural – CAII/UNIR/Campus de Ji-Paraná e Estudantes indígenas e quilombolas dos campi da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) divulgaram uma nota de repúdio às aulas remotas da Unir. 

Fonte. AND

O teatro de Martim Afonso e a venda da aldeia Indígena

Todos os anos, em 22 de janeiro, a Prefeitura de São Vicente, no litoral paulista, realiza “O Maior Espetáculo de Areia de Praia do Mundo...", isto é, uma peça de teatro ao ar livre reproduzindo a fundação da Vila de S. Vicente como primeira cidade do Brasil, em 1532, pelo português Martim Afonso de Sousa. 


Fonte. AND

II ASAMBLEA GENERAL DEL FRENTE DE DEFENSA DE LA REGIÓN HUANCAVELICA: HACIA EL FORTALECIMIENTO Y UNIFICACIÓN DE LOS GREMIOS POPULAREES Y ESTUDIANTIOLES!

Hacia la unificación de los gremios populares y universitarios. La juventud Huancavelicana estará presente.
Unidos contra la corrupción y por el desarrollo de Huancavelica.



Negligencia en Huancavelica, por cuarentena descuidan cloracion de agua potable, esto afectaría la salud de niños, e incrementaría anemia y parasitosis.
Emapa cobra mucho por mal servicio.



Huancavelica en pie de lucha, rechaza el cobro excesivo de energía eléctrica.



El campesinado masa mayoritaria de nuestro país y la región

Thursday, July 9, 2020

EL COMUNERO COLOMBIA: Acción de solidaridad con los 3 detenidos en Austin-EEUU


1 JULIO, 2020EL COMUNERO
Acción de solidaridad con los 3 detenidos en Austin-EEUU
En el marco de una manifestación en defensa de los derechos del pueblo realizada el día 30 de junio en la ciudad de Medellín (Colombia), la juventud combativa realizó un acto de solidaridad internacional con 3 manifestantes de Austin, Estados Unidos, que han sido detenidos por la policía-FBI tras participar en una protesta contra la cadena de almacenes Target.

Portada

Recordemos que tras el asesinato de George Floyd a manos de la policía, una tormenta de lucha de masas recorrió Estados Unidos. Cientos de ciudades vieron explotar grandes manifestaciones y combativas batallas del pueblo estadounidense contra las fuerzas represivas del estado yanqui. Hasta el mismo ultra reaccionario Trump tuvo que huir a esconderse por unas horas en su bunker-guarida cuando manifestantes rodearon la Casa Blanca.

Por su dimensión nacional y por su carácter combativo y popular, esta ha sido la más importante rebelión de las masas en lo que va corrido del siglo XXI en los Estados Unidos. Rebelión que hace parte de la ola de levantamientos populares que en la última década se ha desatado por decenas de países, expresión de la profundización de la crisis del imperialismo y del desarrollo de la situación revolucionaria en el mundo.

Para intentar contener esta gran rebelión en su propia casa, el estado yanqui ha lanzado contra el pueblo sus fuerzas policiales, una parte del ejército y el Servicio Secreto. Más de 10 mil personas han sido arrestadas y brutalmente golpeadas. En especial el Estado yanqui busca detener y judicializar a aquellos hijos del pueblo con mayor conciencia política, que impulsan a las masas a la lucha por sus derechos y trabajan por educarlas y organizarlas en el camino de su liberación.

Este último es el caso de los 3 activistas detenidos en la ciudad de Austin por participar de una protesta para exigir que el supermercado Target cesara de financiar la vigilancia policial anti-negra en Minneapolis y en todo Estados Unidos. El estado está acusando a estos compañeros, sin pruebas, de “participar en un motín” y de “robo a un edificio” y las declaraciones juradas de la policía afirman, igualmente sin pruebas, que hubo “miembros de Antifa” arrestados. Todo esto pretende criminalizar la protesta popular, acusar de terrorismo a quienes osan tomar las calles para combatir el racismo, la explotación y para exigir los derechos del pueblo.

El portal revolucionario de noticias “Tribuna del pueblo” (Tribune of the People) ha denunciado el caso y ha hecho un llamamiento a Defender los 3 detenidos de Austin (Defend Austin’s Targeted three). La juventud combativa en Colombia ha hecho eco de este llamamiento.

A continuación presentamos el registro audiovisual que El Comunero logró realizar de la actividad de solidaridad:

Además de dicha actividad, la juventud realizó un homenaje a varios compañeros que han sido asesinados por el Estado y expresó su repudio a las fuerzas policiales, militares y paramilitares que cumplen el papel de defender los intereses de los grandes burgueses y terratenientes y son enviados por estos a reprimir y asesinar a la gente trabajadora, especialmente a los que, ante tanta opresión, no ponen la otra mejilla, sino que levantan su voz y sus puños para reclamar sus derechos.

Luego se realizó una marcha por la ciudad entonando consignas de lucha, realizando pegas de carteles en bancos y edificaciones del Estado y entregando volantes al pueblo trabajador en las calles, denunciando que el gobierno justifica la crisis social en el coronavirus pero todo su actuar muestra que la está aprovechando para beneficiar al gran capital especialmente financiero, mientras los pequeños comerciantes, obreros, campesinos y venteros ambulantes viven la peor crisis de los últimos tiempos.

USA 1Marcha 30J 2
Marcha 30J 4Marcha 30J 5
Marcha 30J

Marcha 30J 4
Compártelo:
TwitterFacebook

COLOMBIA INTERNACIONALINTERNACIONALISMOPRESOS POLÍTICOSSOLIDARIDADUSA

Publicado por El Comunero
El Comunero es una iniciativa de prensa popular e independiente en Colombia, que busca informar el avance del movimiento revolucionario en nuestro país y la lucha combativa del pueblo contra sus enemigo y por la conquista de sus derechos fundamentales. Ver todas las entradas de El Comunero

A NOVA DEMOCRACIA BRASIL: EDITORIAL.- LAS MARIONETAS DE SIEMPRE LOS AMOS DE SIEMPRE

REDACCIÓN DE AND
 07 DE JULIO DE 2020

El 26 de junio de 1964, el embajador brasileño en Washington, Juraci Magalhães, hizo la famosa declaración, según la cual "lo que es bueno para Estados Unidos es bueno para Brasil". Incluso en el ambiente plagado del régimen militar, su declaración tuvo un impacto muy negativo en lo que quedaba de la prensa popular y democrática. Después de todo, ¿no fue un golpe para el "patriotismo" y la defensa del "honor nacional"?

Cinco décadas y media después, la historia se repite como una farsa de la tragedia secular de nuestro pueblo. El material publicado en el portal "A Pública", con nombres e indicaciones irrefutables, prueba la intervención del FBI en asuntos de política interna brasileña. Varios agentes, varios de los cuales tenían nombre en código, actuando de manera clandestina en el país, dirigieron pari passu la desafortunada "Operación Lava Jato", dirigida por una mujer llamada Leslie R. Backschies. Antes, ya habían actuado en la represión de las protestas en la Copa del Mundo de 2014.

Confirma plenamente lo que fue denunciado por AND, en la Editorial La inevitable agitación social y la necesidad de revolución, en el número 185 (marzo de 2017), en el que la denuncia segura de la fuerte interferencia yanqui vio a muchos "teoría de la conspiración". Allí, afirmamos: "Ella [la" Lava Jato "] obedeció al 'Gran Plan' de establecimiento e intereses de los EE. UU., preocupado por el grado de desmoralización en el país que había alcanzado la política oficial y las instituciones del 'Estado Democrático de Derecho', tan alabado como "democracia" y el sistema de gobierno ideal. Detrás hay manos mucho más poderosas de lo que piensan. Digamos que toda la planificación de las investigaciones, su estructura y método, fue preparada por el FBI, habiendo seleccionado sectores de la Policía Federal operará bajo la centralización del comando militar de las Fuerzas Armadas como una operación de facto. Como fachada legal, se preparó un equipo de fiscales "imbuidos" de la causa de la moralización de la vida política y pública del país. Tal plan y, principalmente, ¿cómo podría llegar a donde ha estado? La historia política del país conoce innumerables intentos similares diseñados en este objetivo y que fueron aplastados incluso antes de dar su primer pasos ".

La misma potencia extranjera que articuló el golpe fascista elige y derroca a los gobiernos en el régimen "democrático". Ciertos círculos militares, extremos en la defensa del bolsonarismo, que acusan a la "mano invisible" de China incluso en asuntos secundarios (a menudo, a través de las conexiones lógicas más extravagantes), permanecen en silencio ante las manos y armas explícitas de la policía estadounidense, atrapado en el acto, para intervenir en la política interna de este pobre Brasil semicolonial. Para completar la imagen desconcertante, para ellos, por supuesto, no solo estos hechos revelados no merecían ningún repudio o solicitud de aclaración pública, sino que contaban con el silencio cómplice de los monopolios de la prensa, ya que en la misma semana que emergen, Bolsonaro lo hará, acompañado por el general Ministro de Defensa, celebrando la fecha nacional de este país en la embajada de los Estados Unidos. Es un escándalo.

Esto prueba que, contrario a lo que sus ideólogos reivindicaron, el "Ejército de Caxias" no sirve a Brasil, sino al imperialismo. En los días de su sangriento patrón, al preimperialismo inglés; de 1945 en adelante, al imperialismo yanqui. El golpe del 64, de hecho, se dio para interrumpir un proceso continuo de expansión de la movilización popular y las reformas democráticas, que amenazaban la sujeción absoluta al señor del Norte; ahora, es como una ofensiva contrarrevolucionaria preventiva contra el inevitable levantamiento popular, dada la gravedad de la crisis general que el país ha sido liderado por este sistema semicolonial de explotación y opresión y contra cualquier posibilidad de independencia nacional que amenazan con tal "ruptura". Básicamente, su proyecto nacional, incluso para el Amazonas, es que Brasil sigue siendo, para siempre, un gran dispositivo. O un gran pasto.

Entreguistas! Vende patrias! Como solía decir el gran Nelson Werneck Sodré, estos generales de color verde oliva no son más que títeres de otros generales, estos con verdadero poder de mando, a saber, General Electric, General Motors, etc. Villas-Boas, Mourões, Helenos, Azevedos, Ramos, Bragas Pazzuelos, son tan valientes en amenazar a "su propio" pueblo como son dóciles en acariciar al amo. La entrega con besada de mano de la Base Alcântara está allí, como testimonio irrefutable de estos tiempos. Después de todo, aquellos que desprecian el elemento central de cualquier nación, es decir, su pueblo, no pueden ser patriotas. Además, los valientes aún completan sus privilegios de casta con los salarios y beneficios del primer escalón federal, al que se han criado más de 2.900 soldados. Si hubo algún emprendimiento importante en nuestro tiempo, fue este. Además, en medio de una pandemia (uno de los episodios más oscuros de nuestra historia), la Fiscalía del Tribunal Federal de Auditoría (TCU) ve signos de sobreprecio en la producción de cloroquina por parte del Laboratorio del Ejército. Sustancia que tendrá basura como único destino, ya que es inofensiva en el tratamiento del coronavirus.

Sin embargo, estos caballeros se equivocan si piensan que esta situación durará para siempre. Las crisis sanitarias, económicas y políticas producirán saltos en la movilización popular a corto plazo y conducirán no solo a Bolsonaro, sino a todo el gabinete de generales, que es el gobierno militar de facto. Es su culpa, sobre todo lo demás, los más de 100,000 muertos por Covid-19 y los millones de hambrientos y desempleados. Para estos crímenes, que exceden los perpetrados entre 1964-1985, no habrá una segunda amnistía.

Soldados brasileños y yanquis sellan acuerdo que permite una mayor intervención de Estados Unidos en América Latina, 2017

CORRIENTE DEL PUEBLO SOL ROJO DE OAXACA: ¡Verdad y justicia para Ayotzinapa!

¡Por una línea clasista, democrática y revolucionaria al servicio de los trabajadores y los pueblos!

miércoles, 8 de julio de 2020

¡Verdad y justicia para Ayotzinapa!


El hallazgo de restos óseos y la identificación genética realizada por la Universidad de Innsbruck, además del cotejo elaborado por el Equipo Argentino de Antropología Forense (EAAF), han permitido confirmar la identidad de Christian Alfonso Rodríguez Telumbre, uno de los 43 estudiantes normalistas de Ayotzinapa desaparecidos durante la llamada noche de Iguala, el 26 de septiembre de 2014.

La identificación echa abajo la llamada “verdad histórica” que el gobierno del fascista Enrique Peña Nieto construyó a base de montajes, donde se criminalizaba a los estudiantes normalistas y se rebajaban los hechos a un ataque del crimen organizado, por la participación del grupo delincuencial “guerreros unidos”.

Este nuevo hallazgo y su confirmación científica, avalada por las familias de los jóvenes estudiantes, permite demostrar que la desaparición de los 43 normalistas fue un crimen de estado, pues contó con la participación y colaboración activa de diversos servidores públicos y fuerzas de seguridad del estado, como son policía federal, agencia de investigación criminal, ejército mexicano, además de policías estatales y municipales.

Sumándose a la exigencia de verdad y justicia para las familias de los normalistas y la comunidad escolar de la Normal Rural “Raúl Isidro Burgos” de Ayotzinapa, la Coordinación para la Liberación de Personas Defensoras Criminalizadas en Oaxaca se pronuncia por el esclarecimiento de los hechos y el castigo a los culpables.

¡Porque vivos se los llevaron, vivos los queremos!
¡Ayotzinapa fue el estado!

Publicadas por SolRojista a la/s 10:23

SIGNATURES UPDATES (4)! Day of Heroism - Common International Declaration


We have prepared the following Common International Declaration for the Marxist-Leninist-Maoist Parties and Organizations for the Day of Heroism in the current year, with the intention that they adhere to it. Due to the current difficulties in the ICM, which are obvious, we have taken the initiative to publicize the declaration hereby and await the prompt communication of the comrades from the different countries to the following email: perry.jackson@tutanota.com
Editorial Staff of the Magazine El Maoista, June 2020




Proletarians of all countries, unite!



LONG LIVE THE DAY OF HEROISM!

DEFEND THE HEALTH AND LIFE OF CHAIRMAN GONZALO AGAINST THE PLAN OF THE REACTION TO ASSASSINATE HIM!

Common International Declaration

The inexhaustible bosom of the people nourished them with frugal food and made them walk; class struggle shaped their minds; and the Party, as the primary and highest social form, raised their political conscience, arming it with Marxism-Leninism-Maoism, Guiding Thought, empowered their combativeness by organizing them in the People’s Guerrilla Army and, smelting them with the masses of the poor peasantry, steeled their bodies and souls in the inextinguishable forge of the People’s War. Having become prisoners of war, they never knelt down and, persisted in fighting, mobilizing and producing amid fiery struggles. They converted the sordid dungeons of the decrepit and rotten Peruvian State into shining trenches of combat.”.

- Chairman Gonzalo

Today, 19th of June, we, the communists and revolutionaries of the whole world, celebrate the Day of Heroism, commemorating the rebellion of the Prisoners of War of the Communist Party of Peru 34 years ago. Prisoners of War who rebelled in defense of the revolution and their lives against the plans of the reaction to annihilate them and to give an unerring blow to the People’s War. The monstrous and infamous genocide ordered through government mandate by the fascist García Pérez crashed against the unyielding, fierce resistance of the comrades, combatants and sons and daughters of the masses who upheld ideology, valor and heroism, audaciously displayed in a fierce challenge of war expressing the monumental trilogy of the Shining Trenches of Combat of El Frontón, Lurigancho and Callao. It is a historical milestone that further proclaimed the greatness of the Day of Heroism, conquering a great political, military and moral victory for the Communist Party of Peru, for the class, for the Peruvian people and the peoples of the world. It is a historical milestone that we celebrate all over the world.

Imperialism is in decomposition, its general crisis deepens. Today, it is in “double crisis”, which it unloads on the masses of the respective imperialist countries and those of the oppressed nations, which means greater hunger and misery, greater exploitation and oppression. The mass in the whole world is submitted to a greater genocide, that is directly against both their health and their life. It is millions of sick abandoned to their own luck and hundreds of thousands of dead, even in the United States themselves. This situation spurs on the deepening of the class struggle, more and more the masses have the necessity to combat and resist. It is expressing itself in the entrails of the imperialist beast itself, now lastly in the United States themselves. The racist assassination of George Floyd by the police acted as the trigger of an uprising with powerful protests in more than 600 cities of the United States and in many others of the whole world. These are powerful protests of the masses in daily struggle against the state, its police, its system.

The masses actively reject the states of emergencies imposed under the pretext of the so called “health crisis of the Corona Virus”. In spite of all their measures to repress them, the imperialists and reactionaries can not stop the protests and the struggle of the masses that, throughout the world, lend themselves to the defense of health, rights, liberties and benefits that have been cut or suppressed. They are demonstrating that the times of the expropriation of the exploiters is approaching and that they will be destroyed, that they are in decomposition. The world reaction takes notice of its situation, it is more and more cornered, therefore it defends itself more desperately and is inclined to sink the world in disaster, in defense of its power.

As yesterday so today, in Peru, we denounce that the fascist, genocidal and country-selling government of Vizcarra - under the direction of the Yankee-CIA - continues applying the plan of assassinating Chairman Gonzalo, with his absolute and perpetual isolation for now close to 28 years. The situation of Chairman Gonzalo, in these days aggravates through the danger of contracting the disease of Corona Virus. Because of his age and state of his health he is highly vulnerable to the Corona Virus. The authorities of the old state act with blind hate and perverse homicidal fury against the most important revolutionary political prisoner in the world, keeping himcaptive in inhumane conditions, exposed to greater danger in the face of the lack of anyoversight onany level overthe health measures taken by his jailers.The civil and military authorities of the old Peruvian state intentionally resort to, according to the doctrine if the penal code, an execution by premeditated murder against Chairman Gonzalo.

In the face of Chairman Gonzalo's fierce unyielding, iron resistance in defense of the Great Leadership of Party and the revolution, the government's plan to assassinate him continues to be covered up through the theater of the judicial authorities and the enforcement authorities (Judicial Power, Navy and INPE) to delay the resolution of his situation in order to put an end to the certain and imminent new threat to his life.

We denounce the miserable revisionists and capitulants of the ROL in the service of the pack of lies of the CIA-reaction against Chairman Gonzalo, who now present themselves as the defenders of his health and his life. It is themselves, who repeatedly denied the assistance of internationalist lawyers to Chairman Gonzalo from the year 93 going forward, later starting from 2000 onward they put forward through the means in their reach, that the campaign in defense of the health and life of Chairman Gonzalo was unnecessary and they ended it. According to them the genocidal State would guaranteed it.

These same rats of the ROL, continuing their service within the plan of extermination of the Chairman, in January of 2003 renounced to present the action of habeas corpus to put an end to the confinement of Chairman Gonzalo and the prison of them themselves, trusting in the promises of the reaction that they would get out with the “new trials”.

The situation that presented itself was, that the Constitutional Tribunal (CT) annulled the sentences and the trials since 1992 that went on in front of Military Tribunal and the “judges without faces”, under which Chairman Gonzalo and all of them remained in prison without court order nor valid penal code. The CT resolution de-facto, without expressively saying it, recognized the arbitrary character of their confinement. De-jure, everything done since his arrest lacks validity. The old state, took this measure through the CT to “comply” cheatingly with the norms of the Interamerican Treaty of Human Rights.

But, the very same CT, chaired by the genocidal Alva Orelandini, instead of ordering that the judges stipulate the immediate release of Chairman Gonzalo and the other prisoners - in the same resolution - ordered their stay in prison, violating their “constitutional rights”, prohibiting the judicial admission and processing of habeas corpus so that the violation of the freedom of the prisoners ceases immediately.

How did the ROL lawyers act in this situation? They kept procedural silence in complicity, trusting in the reactionary offers of freedom for everyone else but the Chairman. They did not file any appeal against the violation of the rights of the Chairman and other illegally detained persons. By their silence, they legitimized the decapitation of habeas corpus in defense of the freedom of the Chairman, in defense of his right to due process, of the non-retroactivity of substantive, procedural and penitentiary norms to the detriment of the Chairman and, because of their complicity and confidence in the enemy, of themselves.

The lawyers and heads of the ROL, acted in the knowledge that by filing the action for constitutional guarantee and having it rejected by the judicial instances of the Peruvian State, the supranational jurisdiction of the Inter-American Commission and Court of Human Rights was expedited. Moreover, it is possible to appeal directly, per saltum, to the IACHR, dispensing with the domestic route (art. 46, sec. 2 of the Pact of San José on when there is a delay).

Moreover, precedents exist, Case 11,166 IACHR, in response to a complaint filed on April 22, 1993 for the separation of charges and prohibition of protection by Judge Vásquez (Decree-Laws No. 25423 and No. 25454), which ended with the acceptance of the recommendations formulated in the Report No. 94-98 of December 9, 1998 by the IACHR by the representatives of the state. The report concluded that in the case, amongst other "...the right to equality before the law and the right to judicial protection were violated in the case, said contraventions equally constituting violation of the generic duty of the state to respect and guarantee the rights of persons under its jurisdiction". In the Chairman's case there was a more serious violation, that of his freedom. Therefore, according to the IACHR, any prohibition to exercise a constitutional guarantee action has absolute nullity. But, even more, one of the ROL's lawyers declared at that time to Caretas magazine, that the Chairman did not want his freedom but that of the rest of his "co-defendants.".

For all these reasons, we denounce this proceeding of the lawyers and heads of the ROL, they have never done anything for the defense of the health and life of Chairman Gonzalo, but rather as we have established they have opposed his just and correct legal defense and the national and international campaign. Now they want to present themselves as the Chairman's supporters. In the name of the international proletariat and the peoples of the world we call on them to cease their complicit attitude with the CIA-Peruvian reaction plan to assassinate and infame him.

In Peru, the fascist, genocidal and country-selling government has failed in its three reactionary tasks; the old society is in an advanced state of decomposition. The supposed measures of combating the pandemic and the biggest economic crisis so far have failed. Abandonment of public health, collapsed hospitals, thousands of sick people suffering the unspeakable and others dying without even the slightest sanitary attention.

There is no oxygen for medical use, because the market is monopolized by two Yankee companies that are authorized to produce medical oxygen and the government does not allow companies that produce industrial oxygen to produce oxygen for medical use (bureaucratic capitalism and corruption).

The masses are desperate and ready to do anything to fight for bread, their health, life, against the state and the system itself. The masses clamor for the leadership of the CPP and the necessity to develop the People's War.

The government and authorities of the old state, against their own national and international norms and recommendations on the release, relaxation of conditions, due to the pandemic, and on the treatment of prisoners in general who are in the high risk group due to illness, age, etc., maintains unchanged the inhuman conditions of confinement with absolute isolation for more than 27 years of Chairman Gonzalo, exposed to imminent contagion by his jailers and authorities. All with the endorsement and complicity of the "defenders" of human rights and the organizations they represent, both from Peru and from the rest of the world.

We denounce, once more, this plan of annihilation of the Leader of the CPP and of the Peruvian revolution by the reaction and imperialism with the complicity of the heads and lawyers of the ROL. We call on the international proletariat and the peoples of the world, on the Parties and Organizations of the ICM to denounce with full rigor this reactionary plan and defend Chairman Gonzalo, Leader of the Party and the revolution, consequently and indefatigably. We denounce and condemn all those that act in complicity with this sinister plan of annihilation by the old state the and imperialist, Raise the campaign of the defense of the health and life of Chairman Gonzalo to greater heights!

On this solemn occasion, we reaffirm ourselves in the indeclinable commitment of following the shining example of the heroes of the people, the belligerent glorious death of these Prisoners of War with the blood already shed and in the face of it we, the communists of the world, assume the indeclinable commitment of following their luminous example, to initiate and develop the People’s Wars in our countries serving the world revolution until the everlasting light of communism is lodged on the whole globe under the undefeated flags of Marx, Lenin and Mao Tse-Tung, of the ever living Marxism-Leninism-Maoism.

ETERNAL GLORY TO THE FALLEN HEROES, LONG LIVE THE REVOLUTION!



Editorial Committee of the magazine “El Maoista”, June of 2020

 Communist Party of Brazil (Red Fraction)

Perus Peoples Movement

Red Wave - Denmark

Committee Red Flag - Germany

Maoist  Committee in Finland

Serve the People - Communist League of Norway

Proletarian Red Relief - Italy

Revolutionary Nucleus for the Reconstitution of the Communist Party of Mexico (NR-PCM)

Committees for the Foundation of the (maoist) Communist Party in Austria

Communist Party of Colombia (Red Faction)

Communist Party of Ecuador – Red Sun

Maoist Communist Party, French State

Committee to Reconstitute the Communist Party of the USA


More signatures to follow

Wednesday, July 8, 2020

A NOVA DEMOCRTACIA BRASIL: USA: Defender os três perseguidos políticos de Austin!

Nota da redação: Reproduzimos editorial do jornal revolucionário estadunidense The Tribune of the People, tratando sobre a mais recente perseguição do Estado imperialista contra os jovens militantes do movimento popular do país. Incentivamos todos os leitores a solidarizar-se com a luta contra a perseguição política levada a cabo pelo Estado imperialista ianque em sua própria casa.

A Força-Tarefa Conjunta entre o Departamento de Polícia de Austin e o FBI começou a selecionar, rastrear e prender manifestantes que se acredita estarem associados a um protesto contra a corporação Target. Até agora, três pessoas foram presas e acusadas de crimes violentos fabricados como “participação em um tumulto” e “roubo de um prédio”.

A primeira prisão criminosa foi taticamente realizada contra uma jovem mãe negra, que recebeu as duas acusações acima mencionadas. Ela apenas transmitiu ao vivo o protesto sem entrar no prédio ou realizar qualquer ato físico que pudesse ser considerado tumulto. Ela foi alvo do Estado que imediatamente começou a rotulá-la de “Antifa” na tentativa de criminalizar suas reportagens e o movimento por vidas negras. Ela não tem condenações anteriores e está sendo perseguida porque o Estado teme as vozes das mulheres negras que defendem o povo e acreditam que a revolução é necessária.

O protesto da Target que levou as autoridades a perseguir os manifestantes.

Mais dois manifestantes foram presos pelo Estado e acusados quase de forma idêntica. Em nenhum caso o Estado sequer tentou articular um ato criminoso real, apenas que eles acreditavam estar no protesto e eram “membros conhecidos da Antifa”. Isso não é crime, e nenhum dos outros tem registro de sequer ter sido condenado por um crime associado ao amplo e nebuloso movimento “Antifa”.

As agências estatais tentam, com ataques generalizados, rotular qualquer pessoa que se oponha ideologicamente ao fascismo ou racismo como membro da “Antifa” porque sonha em tornar ilegal a dissidência. Embora nenhum dos Três negue ser contra o fascismo (quem o faria!), eles não se identificam com grupos organizados que possuem o nome “Antifa” e não têm envolvimento com esses grupos. Este rótulo foi uma invenção da polícia aplicada a ativistas da comunidade e jornalistas independentes para difamá-los na imprensa e aumentar os vínculos e agravantes em curto prazo. A longo prazo, seu objetivo é corromper potenciais corpos de jurados, de forma que as acusações fraudulentas não se sustentem em nada além da base de medos e inseguranças da direita.

O caso dos Três Perseguidos se tornou notícia local e nacional, tendo sido relatado no New York Times. Os Três são os únicos casos nos EUA em que declarações policiais afirmam, sem nenhuma base de fato, que houve “membros da Antifa” presos, tornando-se uma ponta de lança na representação da fantasia de Donald Trump dos provocadores de “Antifa”. Esse fato torna o apoio e a conscientização em torno deste caso primordial. Se o Estado for capaz de deter aqueles que cobrem protestos e os que participam deles como “arruaceiros e bandidos da Antifa”, certamente generalizarão essa tática. Qualquer pessoa que proteste, qualquer pessoa que registre um protesto pode ser vista como “extremista” ou “terrorista”, para usar as palavras do Estado, e qualquer pessoa que não seja lambe-botas de fascistas pode ser considerada criminosa e rotulada como “Antifa”.

O protesto em que os Três teriam participado não foi uma “ação antifascista”. Foi um protesto para exigir que a corporação varejista Target parasse de financiar a vigilância policial anti-negra em Minneapolis e nos EUA. Não havia símbolos visíveis nem palavras-de-ordem associados ao movimento antifascista.

O NEOMACARTISMO: O NOVO TERROR VERMELHO COMO TENTATIVA DE DETER O ATIVISMO ANTI-POLÍCIA E ANTI-RACISTA

“Antifa” é um termo guarda-chuva que é derivação vulgar da Ação Antifascista, uma organização anterior ao ascenso do fascismo na Alemanha, proibida por Adolf Hitler em 1933. Os discursos do ultrarreacionário Presidente Donald Trump de proibir o contemporâneo “Antifa” ainda fede a hitlerismo. Desde do fim da organização Ação Antifascista original, o nome tem sido usado por diversos grupos, movimentos, organizações e indivíduos, principalmente da vertente anarquista, que não mantêm uma coesão ideológica ou estrutura organizativa. Não é usado para descrever a organização original dirigida e apoiada pelo Partido Comunista da Alemanha. O termo é mais comumente usado para descrever qualquer um em oposição ao fascismo, que usam uma variedade de métodos e táticas. O atual nome não possui nenhuma associação com o uso original, mas as razões fundamentais para querer proibir ele são as mesmas de Hitler.

Ação Antifascista, liderada pelo Partido Comunista da Alemanha, 1932

Em tempos de crise econômica e maior revolta, o Estado se torna desesperado por um bode expiatório para a raiva do povo contra o que eles chamam de “grupos marginais”. Durante a Primeira Guerra Mundial eles usaram os Palmer Raids, e seguindo isso as audiências McCarthy na sede do Comitê sobre Atividades Antiamericanas e os Julgamentos do Terror Vermelho. Nos anos 60, as autoridades usaram a Contra Inteligência e a COINTELPRO para dividir os movimentos populares, com foco claro de destruir organizações de negros e de apoio ao povo.

Armadilha para os Vermelhos (Red Baiting), rotular ativistas como anarquistas ou comunistas para descreditar suas visões políticas contestatórias, não são nada de novo. É parte do legado imperialista dos EUA de opressão e engenharia social. Tudo o acima serve a preservar a velha ordem, racista e desigual. O Estado tenta convencer a todos de que é somente um pequeno grupo de pessoas que estão entediadas, e mesmo a mídia corporativa está tendo dificuldades em manter este artifício, com muitos jornalistas expondo o fato de que é uma farsa, e que os levantes de massa não são um “complô Antifa” para semear a discórdia, mas uma insatisfação genuína devido há mais de 400 anos de história de sangrenta opressão racista. Simpatizar com o comunismo, com o anarquismo, ou identificar com o rótulo “Antifa”, não é em si um crime, os tribunais e a polícia usam estas visões e afiliações para aumentar a quantidade de vínculos e penalidades para aqueles em julgamento, e ao mesmo tempo impedir que eles recebam um julgamento justo. E mesmo que não insistam em rotular como Antifa, anarquista, comunista os que não tenham nenhuma evidência em ter estes princípios, basta um policial dizer que sabe que alguém é tal coisa, e isto ser incontestável para os tribunais e a mídia. Torna-se essencial juntar em defesa destes que são assim rotulados, ao mesmo tempo, declarar em voz alta que fazer revolução não é crime. Quando o Estado torna um pensamento ilegal, ninguém que se opõem a injustiça está a salvo.

Enquanto o Estado foi muito longe em rotular os ativistas populares como radicais perigosos, nada faz para impedir o movimento de verdadeiros fascistas que hoje usam terrorismo violento contra ativistas e outras pessoas oprimidas. Os movimentos de direita e fascistas mantêm ligações próximas com a polícia e possuem vínculos estreitos. Esse não é o caso para os ativistas populares na esquerda: um lado busca preservar o sistema desigual, em decomposição e atrasado, enquanto que outros buscam transformá-lo. Está é a linha divisória entre esquerda e direita.

A PROMOTORA DISTRITAL MARGARET MOORE, CÚMPLICE DE TRUMP













Margaret Moore, procuradora do distrito de Travis County

Moore, a Procuradora Distrital para Travis Country e do Partido Democrata, se mobilizou imediatamente para apresentar acusações sobre os Três, enquanto demonstrava absoluta lentidão para chamar um Grande Júri contra os oficiais da APD Christopher Taylor e Mitchell Pieper que assassinaram o homem preto-latino desarmado Mike Ramos. Antes disso, ela não fez absolutamente nenhum esforço para requisitar a sequência das câmaras individuais dos oficiais da APD da cena do assassinato do Preto desarmado Javier Ambler, que foi brutalmente assassinado na frente das câmeras de televisão em sua jurisdição. Tanto tempo se passou disso que os cúmplices já destruíram a sequência. Moore foi somente forçada a começar a agir contra a polícia, mesmo que um pouco, devido às rebeliões de massas que abalaram a cidade de Austin, no final de maio, e as sucessivas grandes mobilizações que se seguiram.

Onde estava a urgência quando se deveria dar justiça ao povo Preto contra a polícia? O racismo do sistema está totalmente visível quando Moore não perdeu tempo em apoiar a polícia e o FBI em se mobilizar rapidamente na prisão da mãe Preta, que não fez nada mais do que filmar, assim como com os outros dois ativistas comunitários que o Estado busca crucificar.

Do acordo com um dos advogados dos acusados, as acusações são “uma tentativa transparente, incendiária de distrair dos problemas que molestam nossa sociedade – racismo sistêmico e assassinato patrocinado pelo Estado”. Ele falou a Houston Chronicle, “toda hora estas acusações se repetem, elas dão credibilidade à perigosa alegação de que qualquer um comprometido com um mundo onde as pessoas tenham mais valor que a propriedade é um terrorista.” Os objetivos dos reacionários é claro: criminalizar o movimento de massas, neutralizar as vozes de fortes mulheres Pretas, e qualquer um que se levante contra o racismo. Isso deve ser energicamente combatido por todos que acreditam que um mundo melhor é possível.

O QUE VOCÊ PODE FAZER
Todos os companheiros na luta, não importa suas visões ou discordâncias devem vir ao socorro e apoio dos Três Perseguidos em Austin, Texas. Sempre há algo que qualquer um pode fazer para ajudar. Organizar ações de solidariedade, apresentar o slogan “Defender os Três Perseguidos de Austin”, realizar protestos de solidariedade do lado fora dos escritórios da Procuradoria Distrital. Comparecer a todas as datas do julgamento e quaisquer eventos em apoio aos Três Perseguidos. Apoiar e atuar como voluntários nos grupos legais de auxílio, organizações de ajuda mútua, e médicos de campo. Apoiar a Comissão Nacional de Advogados e outros que estão se levantando para ajudar a parar a caça às bruxas.

Todos os que não puderem comparecer aos protestos ou tomar ação direta pode ainda fazer sua parte, difundir amplamente em todas as mídias sociais e plataformas online, falar em defesa dos Três, compartilhar este artigo e outros. Doar para os fundos de defesa dos detidos, e especialmente ao apoio legal dos Três. Compartilhe amplamente estes links de doação. Demande que todas as acusações sejam anuladas contra os Três e os outros cerca de 10.000 dentre os ativistas e manifestantes dos movimentos de massas. Quando o Estado prende qualquer um por se levantar pelas vidas Pretas, eles estão tentando esmagar a luta e continuar seus negócios racistas, opressores como de costume. Documentem e informem sobre ameaças fascistas e racistas contra manifestantes e especificamente contra os Três, enviem os registros para o e-mail tribuneofthepeople@protonmail.com que compartilharemos para apoiadores legais.

Mais importante, defender e sustentar o movimento pelas vidas Pretas, inclusive todos aqueles manifestantes que assumem grandes riscos ao se pronunciarem contra o Estado reacionário. Fique atualizado sobre os eventos atuais e as tentativas do Estado de dividir e terminar com a luta das massas. Desafiar todas as tentativas oficiais e civis de Armadilha para os Vermelhos (Red Baiting) ou a incauta rotulação de indivíduos ou grupos. Deixar claro que é a polícia e o sistema que são responsáveis e detêm toda a culpa e não aqueles que se levantaram em lutas por um mundo melhor. Ao lado com o povo! Apoiadores e advogados asseguraram a soltura dos Três mas eles necessitam de nosso apoio na longa batalha legal que virá.

POVOS DE TODO O MUNDO, DEFENDAM OS TRÊS PERSEGUIDOS DE AUSTIN!

NÃO PERMITAM OPINIÕES POLÍTICAS SEJAM BASE PARA ENQUADRAR ATIVISTAS!

OS TRÊS PERSEGUIDOS SÃO INOCENTES DE TODAS AS ACUSAÇÕES!

FAZER REVOLUÇÃO NÃO É CRIME!

REBELAR-SE É JUSTO!

O “Tribune” incentiva nossos leitores a apoiar os fundos legais para esses ativistas e quaisquer outros manifestantes que o Estado visará no seguinte link: https://gogetfunding.com/help-austin-georgefloyd-protesters-facing-state-repression/

GALIZA: ¡Honor y gloria al camarada Xosé Portela!

La muerte del camarada Xosé Portela, ha sido un durísimo golpe para nuestro blog y para todos los maoístas de Galiza. El siempre decía que un comunista tenía que ser un agitador y así fue desde más de 40 años. Desde Dazibao Rojo queremos mostrar nuestro humilde homenaje a nuestro camarada y expresar nuestras más sinceras condolencias a su familia, compañeros y amigos.
Compartimos el escrito de los camaradas del Comité Galego de Apoio a Guerra Popular, traducido por los camaradas de Revolución Obrera.
Con profundo pesar, comunicamos la noticia de la muerte por un cáncer de nuestro compañero Xosé Portela el 4 de julio. Un compañero indispensable en la solidaridad gallega con la guerra popular en la India y la lucha de los presos políticos, especialmente el profesor GN Saibaba. En nombre del Comité Gallego en Apoyo de la Guerra Popular en India, nos gustaría expresar nuestras más sinceras condolencias a su familia y amigos. Hacemos las palabras de nuestro compañero Adolfo Naya, publicadas en su Facebook:
¡Honor y gloria al camarada Xosé Portela!
Ayer, sábado 4 de julio, recibimos la noticia que nadie quería escuchar, la muerte por un maldito cáncer de nuestro compañero, camarada y amigo Xosé Portela.
El presidente Mao Tse-tung dijo: “En ningún momento y bajo ninguna circunstancia un comunista debe anteponer sus intereses personales; por el contrario, siempre debe subordinarlos a los intereses de la nación y las masas populares. Es por eso que el egoísmo, la relajación en el trabajo, la corrupción, el exhibicionismo, etc. se merecen el mayor de los desprecios; mientras que la devoción desinteresada, el ardor en el trabajo, la devoción a la causa pública, el esfuerzo intenso y tenaz merecen todo respeto”.
No hay mejor definición para hablar sobre el camarada Xosé. Fue un verdadero comunista. En sus últimos días en el hospital, estaba más preocupado por su familia, sus camaradas y las luchas que se viven en todo el mundo que por sí mismo, dando un ejemplo de dignidad e integridad, que solo las personas forjadas en la lucha pueden mostrar.
Siempre estaba preocupado por los demás, siempre dispuesto a ayudar y luchar por causas justas, sirviendo a la gente de todo corazón. Desde su militancia clandestina en la década de 1970 en el MC, donde realizó una transformación personal siguiendo las enseñanzas del presidente Mao Tse-tung, hasta su activismo sindical en la CUT, siempre sin renunciar a sus ideales revolucionarios. Fue un activista social siempre en primera línea y cronista gráfico, con sus carteles de movimientos sociales, de la última década en la ciudad de A Coruña.
Desde el 15M de Monte Alto hasta el conflicto de la Torre de Hércules, desde A Coruña en Loita hasta el Movimiento de Loita Popular, desde Stop deshaucios hasta Elviña non se vende, desde el C.S. A Comuna hasta Acción Antifascista o la solidaridad con la revolución en India o la Liga de Campesinos Pobres de Brasil. Siempre dispuesto a ayudar y luchar, siempre incansable, sin querer ningún protagonismo o reconocimiento. Un verdadero ejemplo de lo que debe ser un comunista.
Hoy lamentamos la pérdida de un gran amigo, compañero y camarada, pero nos quedamos con su práctica comunista, sus enseñanzas y su gran corazón de solidaridad, para continuar su sueño, el nuestro, un mundo nuevo sin explotación, opresión, patriarcado y racismo.
¡Gracias camarada por ser así, seguiremos tu ejemplo hasta la victoria!
¡Camarada Xosé presente en la lucha!

Carteles diseñados por nuestro compañero Xosé Portela
Publicado por dazibao rojo

SUTE TARMA: with the UNIQUE SUTEP, Flying, Defending and Applying its unwavering Classist union line!

With class optimism, from the beautiful town of Tarma, in the middle of the Andes Central Cordillera with the beautiful glaciers of the Huaytapallana. Immense union hug and continue to start the claims with the UNIQUE SUTEP, Flying, Defending and Applying its unwavering Classist union line, with the Statutes, Lema Principles.



Tuesday, July 7, 2020

PERÍODICO EL PUEBLO CHILE: RECABARREN, NUEVA BIOGRAFÍA EN WIKIPEDIA

Por el Períodico El Pueblo

Imagen conmemorativa del 144 aniversario del nacimiento de Luis Emilio Recabarren

Con motivo del 144° aniversario del natalicio de Luis Emilio Recabarren, desde Periódico El Pueblo hemos preparado una serie de acciones para difundir el pensamiento de este gigante del pensamiento y la acción revolucionaria de nuestro país.

La primera de estas actividades consistió en la edición de la entrada que se refiere a Luis Emilio Recabarren en la popular enciclopedia libre, Wikipedia. Hasta ahora esta entrada contenía información parcial y con numerosas imprecisiones en la información y en el uso de fuentes, lo cual entregaba una imagen distorsionada de la vida y obra del jefe proletario, centrando en su actividad electoral y no en su incansable búsqueda del camino de la revolución en Chile. Debido a que Wikipedia es la primera fuente de referencia para muchas personas, consideramos importante que la información allí contenida sea precisa y bien documentada.

Hemos hecho una nueva biografía que ya se encuentra publicada, en la cual destacamos la manera en que su pensamiento y acción se van desenvolviendo, en consonancia con la revolución mundial. Para esclarecer importantes momentos de su vida, hemos agregado numerosas referencias historiadores reconocidos, pero principalmente a sus propias fuentes, para permitir que sea el mismo Recabarren quien presente sus ideas.

Les invitamos a leer esta nueva biografía y hacernos llegar sus comentarios para mejorarla. En las siguientes semanas habrá diversos conversatorios que permitirán profundizar en el pensamiento y la obra de Recabarren. Les invitamos cordialmente.

Enlace de Wikipedia: https://es.wikipedia.org/wiki/Luis_Emilio_Recabarren

Luis Emilio Recabarren Serrano (Valparaíso, 6 de julio de 1876 - Santiago, 19 de diciembre de 1924), obrero tipógrafo autodidacta, fue el primer pensador y organizador marxista en Chile y uno de los primeros en América Latina. Fundador de numerosos periódicos obreros, promovió la creación de organizaciones revolucionarias a lo largo del país y fundó el Partido Comunista de Chile, como sección la Internacional Comunista.


Índice
1    Primeros años
2    Comienzo de su vida política
3    En Tocopilla y el norte salitrero
4    El exilio
5    De regreso a Chile
6    El Partido Obrero Socialista y El Despertar de los Trabajadores
7    El plan político de Recabarren hacia 1917
8    La reorganización de la FOCH
9    Recabarren y la actividad parlamentaria
10    La fundación del Partido Comunista de Chile
11    Recabarren en la Rusia Socialista
12    Actividad hacia 1924 y muerte de Recabarren
13    Importancia de Recabarren en América Latina.
14    La labor teórica de Recabarren
15    Recabarren en el arte y la memoria popular
16    Referencias
17    Enlaces externos
Primeros años
Luis Emilio Recabarren Serrano nace el 6 de julio de 1876 en Cerro Playa Ancha, Valparaíso, que en ese entonces es el principal puerto de Chile y principal centro financiero. Sus padres, José Agustín Recabarren y Juana Rosa Serrano, son pequeños comerciantes. Tiene cinco hermanas y un hermano.1​

Sus primeros estudios los realiza en la Escuela Santo Tomás de Aquino, perteneciente a la congregación de los Salesianos, entre los 7 y los 11 años de edad. Antes de cumplir los 12 años debe dejar la escuela para ayudar a su padre con el negocio.

Con el empeoramiento en la situación económica general del país, que condujo a la primera huelga general en Chile en 1890, empeora también la situación familiar y sus padres se separan. Con su madre y hermanos se trasladaron a Santiago ese mismo año y Recabarren comienza a trabajar como aprendiz de tipógrafo en una imprenta.2​

La crisis política desata la guerra civil de 1891 y Recabarren, con 14 años, toma partido por la oposición a José Manuel Balmaceda y se alista en Regimiento “Gendarmes” de Santiago con el objetivo de hacer propaganda contra el gobierno desde el interior. Junto a otro muchacho publican una hoja titulada “El Opositor”, utilizando una imprenta manual que había sido de su padre. Son descubiertos, Recabarren es detenido, incomunicado y finalmente liberado por gestiones de su padre y por su corta edad. Posteriormente insiste en su empeño y se alista como voluntario en las tropas gubernamentales con rumbo a Coquimbo, con el objetivo de desertar y pasarse al bando opositor. Sin embargo nunca entra en combate. En su lugar, una vez en Coquimbo descubre la condición de miseria con que vivía la población. Allí comienza a identificarse con el pueblo, nace su conciencia social y descubre su vocación revolucionaria.

Comienzo de su vida política
En 1894, cuando tiene 18 años, Recabarren ingresa al Partido Demócrata, que había sido creado seis años antes a partir de una división del Partido Radical. Ésta fue la primera organización política en la historia de Chile que encabezó protestas importantes, como las acciones contra el alza del tranvía en 1888. Es un partido compuesto por artesanos, pequeños comerciantes y obreros. Es el único partido donde puede militar un obrero en esos años.

A los 19 años contrae matrimonio con su prima, Guadalupe del Canto, con quien tiene un primer hijo en 1896, que llaman Luis Hermenegildo, y un segundo hijo, Armando, un año después. Hace esfuerzos por conseguir una imprenta propia y editar su propio periódico.3​

Políticamente, ya toma firme posición por el socialismo. La edición del 15 de marzo de 1898 del periódico La Tarde, incluye una carta al director firmada por Luis Emilio Recabarren:

“Yo, señor director, y junto conmigo hay muchos que simpatizamos con el socialismo. Pero con el socialismo bien entendido. Pensamos en que pueden hacerse transformaciones sociales, en la igualdad humana, en la desaparición de las injusticias, en el alivio de las clases proletarias, en la nivelación relativa de las fortunas, en la disminución de las grandes riquezas que deben contraerse al desarrollo industrial y, en fin, de tantos otros medios que hay para igualar las condiciones reales.”4​

El 22 de enero de 1899 aparece el primer número del periódico “La Democracia” de Santiago. Uno de sus fundadores es Recabarren. El órgano no logra mantenerse por falta de recursos y suspende su publicación a los pocos meses. En ese período muere su hijo Armando, antes de cumplir los dos años de edad. Posteriormente se esfuerza por republicar “La Democracia”, que reaparece en octubre de 1990 en Santiago, ahora con Recabarren como director y redactor de varios artículos. Cuando en 1901 debe marcharse a Valparaíso con su esposa e hijo, el periódico se reeditará en esa ciudad.

Su actividad en el Partido Demócrata en 1902 y 1903 le envía a prisión, acusado de falsificar actas de escrutinios en la elección del diputado Angel Guarello. Hubo vigorosas protestas en el país y fue liberado tras dos meses sin comprobarse ningún cargo.

A mediados de 1903 preside la Comisión Organizadora de la Convención del Congreso Social Obrero. En ese evento se acerca a él una delegación de la Mancomunal de Tocopilla anunciando que han reunido dinero para comprar una imprenta y rematando: “Esperamos que usted mismo se vaya a Tocopilla y nos atienda el periódico”.5​

En Tocopilla y el norte salitrero
El 22 septiembre de 1903 se traslada a Tocopilla, junto con su esposa e hijo. Allí funda, redacta y dirige el periódico “El Trabajo”, órgano de la Mancomunal de Obreros de Tocopilla y toma parte en su comité directivo. En las páginas de ese periódico va exponiendo sus puntos de vista. El 18 de octubre escribe:

«Procuraremos obtener todo lo que aspiramos por la fuerza de la razón, pero, si los oídos de los dirigentes se quedan sordos, haremos sentir entonces el efecto que produce la razón de la fuerza, sin vacilaciones y al precio que las circunstancias lo requieran».6​

La represión cae sobre la Mancomunal el 15 de enero de 1904, encarcelando a todos sus dirigentes bajo la acusación de “subversivos” y otros cargos1​. El 10 de marzo los dirigentes quedan libres pero Recabarren tendrá cargos adicionales que lo dejan por siete meses en la cárcel de Tocopilla. En prisión envía varios artículos a la prensa y recibe una nota de los trabajadores de Cerro Barón, en Valparaíso, que lo designan “presidente honorario” de la Unión de Trabajadores del Barón, que acababan de conformar3​. En agosto de 1904, aún en prisión, define firmemente su posición política:

«¿Qué soy yo? ¿Es decir, en qué escuela milito? ¡Soy socialista revolucionario! Eso es lo que indican mis escritos y mi labor.»7​

Recabarren es liberado en octubre de 1904. En 1905 publica el folleto “Proceso oficial contra la Mancomunal de Tocopilla”8​, editado en Santiago, donde denuncia y esclarece las causas del proceso que fue llevado en su contra, además de fundamentar los propósito de esta organización. Este documento es considerado el primer trabajo teórico de Recabarren. Su comprensión sobre los problemas del país fue expuesta en varios otros documentos de este período, e incluían la fundamentación sobre la necesidad de una reforma agraria:

«Nadie podrá alegar que la tierra es poca y que no alcanza para todos, porque a la vista está que hay tierra en abundancia y en abandono, tierra improductiva que la burguesía se ha adueñado para dejarnos a nosotros en la miseria…»9​

En sus escritos expresa también su carácter internacionalista, solidarizando con la Revolución Rusa de 1905 y conmemorando la Comuna de París.

El proceso contra la Mancomunal de Tocopilla concluye el 7 de octubre de 1905, dictando otros 541 días de prisión para Recabarren y otro dirigente por el delito de “atentar contra la autoridad”. Mientras los líderes obreros levantan una apelación, Recabarren aprovecha el tiempo para viajar a Antofagasta y visitar varias organizaciones obreras del norte salitrero. El Partido Demócrata lo proclama como candidato a diputado por Antofagasta, cuyo período de campaña es realizado con un recorrido por la zona realizando agitación, educación y organización obrera2​3​.  En febrero de 1906 es organizada una gran huelga en Antofagasta que desencadena en paro general. El 7 de febrero, un mitín en la Plaza Colón reunió cerca de tres mil obreros. Tras las palabras de Recabarren, los soldados irrumpen ante los manifestantes desarmados. Según informaciones oficiales son asesinados cien obreros.

Las elecciones son el 4 de marzo, donde es elegido Recabarren. En la sesión de la cámara del 5 de junio prestan juramento Recabarren y Bonifacio Veas, ambos del Partido Demócrata. Recabarren señala observaciones por la exigencia de jurar “por Dios”, lo cual levanta la protesta de los parlamentarios de derecha y días más tarde se instala una acusación de fraude que le arrebata la diputación3​.

El exilio

Luis Emilio Recabarren en 1906
Despojado de la diputación y condenado a 541 días de cárcel, se dirige a Santiago, donde redacta los documentos fundacionales del nuevo Partido Democrático Doctrinario, surgido desde la izquierda del Partido Demócrata y que existirá hasta 1908, cuando es disuelto y sus miembros se reintegran al partido de origen. Arregla reunirse con su esposa e hijo en Buenos Aires y se dirige a Los Andes para salir hacia Argentina, donde estuvo entre 1906 y 1908. Tras llegar a Argentina escribe:

“Me he venido para no servir de pasto a los chacales burgueses, pero aquí no estaré ocioso. Conspiraré como antes contra la burguesía de todo el mundo y especialmente contra la de Chile, que me ha obligado a la proscripción.”10​

En Argentina participa de numerosas organizaciones gremiales y recorre las provincias dando conferencias sobre las cooperativas obreras, sobre el socialismo, sobre el problema social de la mujer y sobre el militarismo. En mayo de 1907 es designado primer suplente del Comité Ejecutivo del Partido Socialista argentino y luego, miembro titular3​. Está en Buenos Aires cuando ocurre la masacre de la Escuela Santa María de Iquique, en diciembre de 1907. Al respecto, Recabarren escribe para el periódico “Vanguardia” una sentida denuncia, que remata con su posición sobre la necesidad de perfeccionar la organización obrera para enfrentar a la burguesía y plantea con claridad su concepción sobre la violencia en ese momento:

“El pueblo de Chile es de índole altiva. Trabaja mansamente, se deja explotar con resignación, pero es un león cuando se cansa de sufrir, cuando se ve colmado de abusos. En la mayor parte de sus acciones ha empleado la violencia para repeler la barbarie burguesa [...] Hasta hoy los obreros no han podido seguir un camino más seguro. Son en su mayor parle ignorantes, sin orientaciones científicas sobre la lucha de clases, sin métodos, sin una organización siquiera regular, son muy pocos realmente inteligentes y con una prensa aunque numerosa, pero falta de rumbos precisos en esta clase de luchas. Así se explica que sólo han pensado en la violencia, y cuyo método ensayado ya en repetidas ocasiones y estrellado contra las bayonetas y los cañones, debe señalar un cambio de táctica más inteligente, menos violento, más eficaz, menos bulliciosa: la organización poderosa y perfecta del proletariado en el terreno económico, político y cooperativo para sustituir inteligentemente por estos tres caminos a la actual sociedad. Lo demás será abatir las energías obreras."11​


Luis Emilio Recabarren y su primera esposa, Guadalupe del Canto. Fotografía tomada antes de su viaje a Argentina.
En Buenos Aires se agudizan los problemas familiares. Su esposa ya se opone abiertamente a las actividades políticas de Recabarren, lo cual culmina en la separación. Con el rompimiento, acepta salir a Europa, impulsado por Julio César Muñoz, zapatero chileno que el Partido Democrático Doctrinario había enviado para acompañar a Recabarren y apoyar su trabajo. El viaje se inicia en marzo de 1908.

Junto a Muñoz, viaja por España, Alemania, Bélgica y Francia. Allí conoció a los líderes socialistas de la época: Largo Caballero, Pablo Iglesias, Karl Liebknech, Rosa Luxenburgo, Jean Jaurés 12​. El 11 de octubre de 1908, asiste a una reunión del Buró de la Internacional Socialista en Bruselas, Bélgica. En esa oportunidad, con el voto de Lenin, se acepta el ingreso del Partido Socialdemócrata Chileno, el Partido Democrático Doctrinario, que Recabarren había ayudado a fundar justo antes de su exilio. Según el propio Lenin informa posteriormente:

“En el sexto punto del orden del día figuraba el ingreso del Partido Socialdemócrata de Chile, organizado después de la escisión del Partido Democrático de dicho país. Los socialdemócratas chilenos fueron admitidos también sin discusión.”13​

En Europa estudia también la teoría del socialismo científico. Trae entre sus bienes un ejemplar de El Capital, en la traducción de Pablo Iglesias, que conservará como su bien más preciado. 14​

De regreso a Chile
Regresa a Argentina en septiembre de 1908 y debe partir a Chile a pesar del peligro de su detención, para acompañar a su madre que está gravemente enferma. Sin embargo al llegar a Chile su madre ya ha fallecido. Comienza de inmediato a dictar conferencias sobre lo que ha visto en Europa. A la salida de una de ellas es detenido por su condena pendiente y pasa ocho meses en prisión. Durante su estadía en prisión entabla correspondencia con María Teresa Flores, quien será su compañera el resto de sus días. Redacta también el folleto “Mi juramento”15​, en el cual esclarece los hechos que se le imputaron para arrebatarle la posición de diputado. Planifica con detalle también una gira por el sur de Chile, que realizará apenas salga de prisión.

En agosto de 1909, a los 33 años, se lanza en una campaña de difusión de las ideas socialistas en el sur de Chile. En algo más de un mes visita Talca, Constitución, San Fernando, Curicó, Molina, Linares, Chillán, Bulnes, Concepción, Valdivia, Corral, Osorno y otros treinta pueblos3​. En algunos repite las charlas varias veces para que puedan asistir todos los que tienen interés. Los temas son “La lucha de clases”, “La mejor organización del Partido Demócrata” y “Antialcoholismo”.

En 1909 se crea la Gran Federación Obrera de Chile, organizada por miembros del Partido Conservador, como una organización mutualista, bajo una política de mejorar las condiciones de vida de los trabajadores a través de medidas legislativas, sin ocuparse del campesinado y buscando la conciliación entre capital y trabajo16​.  Recabarren y otros dirigentes deciden promover que los sindicatos formarán parte de esta organización para cambiar su carácter desde el interior3​.

En marzo de 1910 es elegido secretario de la segunda comuna de Santiago del Partido Demócrata. Está en ese cargo por poco tiempo, pues a inicios de 1911 se traslada hasta Iquique, donde se establece hasta mediados de 1915. Allí participa de la fundación del periódico “El Grito Popular”, que se define “demócrata socialista, al servicio de la clase proletaria” y trae el lema: “La libertad de los trabajadores debe ser obra de los trabajadores mismos”.3​

El Partido Demócrata lo designa candidato a diputado por Iquique, con lo cual Recabarren se lanza a recorrer las oficinas salitreras. Al regresar de su gira se entera que el Partido Demócrata en Santiago ha llegado a un pacto electoral con los conservadores y se ha cancelado su candidatura. Sus compañeros de Iquique acuerdan mantener su candidatura como independiente y rompe su filiación en el partido al cual había ingresado en 1894. En la elecciones, aun cuando alcanza una buena cantidad de votos, no es elegido.

Tras contraer numerosas deudas, consigue medios para comprar una imprenta y levantar un nuevo periódico “El Despertar de los Trabajadores”, que se publica día por medio, desde calle Barros Arana N°9 en Iquique. Su primer número aparece el 16 de enero de 1912 y será publicado hasta tres años después de su muerte.

Para Recabarren, la vida es difícil en ese período. Escribe a un compañero de Buenos Aires:         

«La mayoría de los trabajadores me considera un explotador y un vividor. ‘El Despertar’ es para explotarlos, las organizaciones para vivir de las cuotas. Dicen que yo sólo estoy acumulando dinero para irme. Hay momentos en que quisiera huir de aquí, abrasado por la debilidad de los amigos y por la infamia de los enemigos, unido a un clima atroz, donde no se ve sino pampas desiertas o pueblos sin árboles. Pero después pienso en que sin abnegación el ideal no surgiría en todo el mundo»17​

Para ese período ya no está solo, le acompaña Teresa Flores, que no es solo su pareja, sino su compañera en la empresa de la revolución en Chile.

El Partido Obrero Socialista y El Despertar de los Trabajadores

El Despertar de los Trabajadores, periódico fundado por Recabarren.
En la sesión del 21 de mayo de 1912, la sección del Partido Demócrata de Iquique decide presentar la moción de adoptar un nuevo nombre y separarse definitivamente del Partido Demócrata, declarando que éste ha caído en una política “que no sirve a los intereses de la clase trabajadora”3​. Tras someterse a consulta de todas las secciones de la provincia, el 4 de junio de 1912, veinte personas se reúnen en el local de El Despertar de los Trabajadores para fundar el nuevo partido, que se llamará Partido Obrero Socialista (POS)1​3​. Recabarren preside la reunión y Teresa Flores es la única mujer presente. La actividad desarrollada desde el POS y el El Despertar de los Trabajadores potenció enormemente la actividad obrera en Iquique y los alrededores, que había estado muy golpeada desde la masacre de 1907 y, desde allí, al resto de la zona norte y luego a todo el país. El proyecto de reglamento escrito por Recabarren decía:

«Artículo 1.- El Partido Obrero Socialista es fundado con el objeto de reunir todas las fuerzas proletarias del país, a fin de mejorar de común acuerdo, la suerte del proletariado. «Artículo 2.- Para cumplir esta tarea y para realizar en seguida su objetivo más elevado: la emancipación completa de los trabajadores, el Partido se organizará sobre el terreno económico y político».18​

Entre febrero y abril de 1913 realiza una gira por la provincia de Antofagasta. Escribía el 15 de marzo:

«Llevo 15 días en esta región de la pampa salitrera y minera, en donde aprovechó bien el tiempo para la propaganda socialista. Tengo la convicción de que conquistaremos esta otra provincia para nuestros ideales. Hago esfuerzos para quedarme aquí sin que Tarapacá sepa de mi ausencia. Si así resulta, fundaré una imprenta y desarrollaré la organización que ya está principiada. En el mineral de Chuquicamata dejé organizada una sociedad de Defensa del Trabajo (resistencia), con muy buenos elementos…”19​

De regreso a Iquique continúa una intensa labor entre la organizaciones obreras y también de mujeres, en las cuales Teresa Flores desarrolla sus habilidades organizativas con la creación de los Centros Femeninos que fueron establecidos tras la visita de la conferencista española Belén de Zárraga. Al iniciarse 1914 estalla la Primera Guerra Mundial y la mayoría de los partidos socialdemócratas de Europa desconocen los acuerdos de la Conferencia de Basilea de la Segunda Internacional en 1912, y toman una posición socialchovinista (socialista de palabra, pero chovinista en los hechos) conduciendo a lo que Lenin calificó como la “bancarrota de la II Internacional”. En Chile, las posiciones de Recabarren coinciden con la planteadas por Lenin. Escribe a mediados de 1914: “              

«Este gran crimen, contra la humanidad, ¿será posible que se deje sin castigo? ¿Es posible que los pueblos soporten tantas calamidades? «No, a la guerra debe seguir la revolución y la revolución sin contemplaciones y sin timideces. El proletariado debe tomar a su cargo la dirección de los destinos de los pueblos… «Debe surgir ahora, triunfante, la cultura, la civilización socialista, que debe imponer el desarme absoluto de las naciones como primera medida para evitar en el porvenir nuevas guerras. Sólo el socialismo puede imponer la paz al mundo, y estamos seguros que tras esta guerra los pueblos acompañarán al socialismo en sus ideas de paz y amor»20​

En la pampa salitrera repercuten los efectos de la guerra empeorando las condiciones de vida de los obreros. Desde mediados de 1914 a comienzos de 1915 ocurre la primera huelga de Chiquicamata y una serie de visitas de Recabarren a las oficinas salitreras. El POS lo proclama nuevamente candidato a diputado. Decía Recabarren en sus conferencias:           

«Si vuestros esfuerzos alcanzan el triunfo que buscáis, mi labor parlamentaria será la continuación de mi labor de siempre, llevada a otras esferas de actividad. Ya sabéis que yo no necesito ser diputado para batallar, para luchar por la causa de la redención proletaria. Diputado o no, mi labor llevará siempre la misma actividad y la misma intención»21​

En esta ocasión no es elegido. En marzo de ese año, junto a E. Jorquera, es designado como delegado por Iquique al Primer Congreso del POS, a realizarse el Primero de Mayo en Viña del Mar, con la presencia de 16 secciones desde Iquique a Punta Arenas. El Congreso sanciona el nombre de Partido Obrero Socialista y aprueba una resolución condenando la guerra y las posiciones de la II Internacional. Se resolvió también la creación de una dirección nacional con sede en Valparaíso y un órgano central, “El Socialista”.

La crisis que trajo la Primera Guerra atiza las luchas obreras y en 1915 se desenvuelve un gran movimiento huelguístico, el surgimiento de nuevos sindicatos y organismos que comienzan a agruparse por ramas de la producción. Se funda la Federación Obrera del Salitre y la Federación de Profesores de Instrucción Primaria, además de algunas sociedades de empleados particulares.

La organización socialista de Magallanes, en el extremo sur del país, es una de las más grandes. Recabarren y Teresa Flores iniciarán una gira hacia esa zona a mediados de 1916. Durante su estadía en Punta Arenas prepara una conferencia sobre el tiempo, la materia y el pensamiento, donde fija su concepción materialista y dialéctica, el cual fue publicado en los periódicos “El Despertar de los trabajadores” y “El Socialista”.3​

Después de dictar 20 conferencias en Punta Arenas, Recabarren y Teresa Flores se embarcan rumbo a Buenos Aires, donde permanecerán hasta febrero de 1918.

El plan político de Recabarren hacia 1917
En Buenos Aires refuerza su trabajo con el Partido Socialista argentino y publica varios folletos: “Lo que puede hacer el municipio en manos del pueblo inteligente”, “Lo que da el gremialismo” y “La materia eterna e inteligente”. Colabora en la fundación del periódico argentino “La Internacional” y continúa colaborando con los periódicos obreros de Chile. En sucesivos artículos va configurando su concepción sobre la lucha de clases del proletariado. En su artículo “¿Qué es el socialismo?”, escribe:

«El socialismo es la realización de todo progreso, tanto en el individuo como en la sociedad. Donde no hay progreso no habrá socialismo... Socialismo es abolir la miseria, la ignorancia, la explotación, la tiranía, el vicio y todos los defectos humanos que el buen sentimiento y la educación puedan suprimir. Abolir todos estos defectos es progreso y eso es socialismo»22​

El plan de lucha política de Recabarren en este período consideraba la organización obrera en tres terrenos:

«1° EN SINDICATOS por gremio y por industrias para refrenar la explotación patronal y para ir preparando nuestra capacidad, que ha de darnos la libertad y la comodidad para vivir;

2° EN COOPERATIVAS que nos libere, poco a poco, de la carestía de la vida y que nos permitan preparar nuestra capacidad productiva, industrial y administrativa para que nuestra organización cooperativa sea la fuerza creadora del nuevo mundo donde los obreros no sean más los esclavos condenados a vivir a ración de hambre; y

3° CON CENTROS POLITICOS para quitar a la clase capitalista el poder político, que en justicia deben tenerlo los pobres que son las mayorías y lo necesitan para ayudar a la buena organización de la sociedad donde todos sean felices.»23​

El plan político de Recabarren en este periodo concibe la conquista del poder político por medio de alcanzar una mayoría parlamentaria.

«Si la clase obrera cuenta con la mayoría en el Parlamento, el gobierno político del país estará en sus manos, cuando el sindicato vaya a la huelga general para reclamar la socialización, la clase capitalista no podrá disponer del ejército ni de la policía... En estas condiciones, aunque exista ejército, no teniendo la burguesía el poder político para usar las fuerzas armadas, el triunfo de esa fracción del proletariado organizado podría determinarse por las condiciones de la acción»24​

Este planteamiento de 1917 revela -como señala el historiador Ronald Wilson- “la no comprensión a fondo del papel de las Fuerzas Armadas como elemento decisivo en la defensa el poder burgués, y por lo tanto, de todo el aparato del Estado”25​. La propia experiencia política le hará cambiar esta opinión tras conocer la Revolución de Octubre en Rusia, su viaje a la Rusia en 1922 y la propia lucha política en Chile hacia 1924.


Luis Emilio Recabarren y tres de sus hermanas. Aparecen en la fotografía: Mercedes, Luz Emilia, Luis Emilio y Berta Recabarren Serrano.
La reorganización de la FOCH
Recabarren retorna a Chile en abril de 1918 y se establece en el puerto de Antofagasta. Allí consigue fundar el periódico “El Socialista”, que publica su primer número el 1° de Mayo, pero tiene muchas dificultades para sostenerse. Desde este periódico, comienza a promover la necesidad de una organización obrera a nivel nacional. Durante el año de 1918 se crean numerosas nuevas federaciones obreras locales que se van a agrupar en la Gran Federación Obrera de Chile, pero sin unidad organizativa. Fundada la sección de Antofagasta y elegido Recabarren como su Secretario General, impulsa la necesidad de extender para unificar las distintas secciones, comenzando con la zona norte del país, con el Primer Congreso Regional de la Federación Obrera de Antofagasta, el 12 de enero de 1919.

Los esfuerzos por una conferencia nacional concluyen el 25 de diciembre, en Concepción, con la Tercera Convención (o Tercer Congreso) de la Gran Federación Obrera de Chile. En ese evento se enfrenta la línea moderada del abogado conservador Pablo Marín Pinuer, y la línea revolucionaria impulsada por Luis Emilio Recabarren y el POS. Triunfan ampliamente estos últimos. La Tercera Convención define el nombre de Federación Obrera de Chile, FOCH, y adopta como emblema la bandera roja. En sus principios establece luchar por:

«conquistar la efectiva libertad económica, moral, política y social de la clase trabajadora, aboliendo el régimen capitalista con su inaceptable sistema de organización industrial y comercial que reduce a la esclavitud a la mayoría de la población»26​

La unidad política y organizativa del movimiento obrero en la FOCH sirve efectivamente al desarrollo de un periodo de grandes luchas obreras y populares. Entre 1919 y 1926 se cuentan al menos dos mil huelgas por aumento de salario, abaratamiento del costo de la vida, jornadas de ocho horas y medidas contra la cesantía. Todas estas huelgas tienen un carácter ilegal. 4​

El avance del movimiento es reprimido desde sus inicios. El 3 de abril de 1920 es allanada la imprenta de “El Socialista”. Recabarren es detenido y procesado por el delito de subversión. Se inicia un proceso sin pruebas que lo mantiene en prisión por más de 200 días. La causa es sobreseída en diciembre. Durante su prisión, y como mecanismo de propaganda, el POS levanta la candidatura de Recabarren en las elecciones presidenciales de ese año, sin gran éxito debido a la abrumadora estrategia populista de Arturo Alessandri Palma. Otros actos de represión al movimiento obrero se dieron en Magallanes, donde el local de la Federación Obrera de Magallanes es allanado y quemado a fines de julio y varios obreros son asesinados lanzados al mar.

La FOCH potenciará la organización gremial y también abogará por la defensa de las persecusiones a campesinos en 1921. Ese mismo año se unirá a la Internacional Sindical Roja.3​27​

Recabarren y la actividad parlamentaria
El pensamiento político de Recabarren por esa época se plasma en un Proyecto de Constitución para la República Federal Socialista de Chile 28​, donde se presenta una propuesta que ya no está condicionada a alcanzar una mayoría parlamentaria. Sin embargo, como ocurría con el conjunto de los partidos socialistas y comunistas del mundo en el período, el uso de las elecciones y el parlamento era aún considerado como una forma de hacer propaganda de las ideas revolucionarias. Esa consideración estaba claramente presente en Recabarren, lo cual es expresado en muchos artículos de prensa. En 1921 es nuevamente candidato a diputado, pero respecto a la convicción que el camino de la revolución no pasa por el parlamento, escribe:

«De la Cámara burguesa jamás saldrá una ley que determine la verdadera libertad, ni el verdadero bienestar y felicidad popular. Jamás… La burguesía legisladora y gobernante, jamás, en ningún pueblo de la tierra ha producido la libertad y felicidad popular… Necesita el pueblo, para su felicidad, de la reconstrucción total de la organización del estado, y esa reconstrucción, no la puede hacer un parlamento de capitalistas. Es sólo el pueblo la única fuerza capaz de esa reconstrucción»29​

Las elecciones tienen lugar en marzo y Recabarren es elegido como parte de una lista común con el Partido Radical y el Partido Demócrata. Una vez electo, insiste:

«Esa tribuna no nos hace falta, pues de cada escaño, de cada piedra, podemos hacer una tribuna desde la cual podemos decir tanto y algo más que lo que se puede hablar desde un parlamento, con la ventaja aún que la obra hecha en las calles encontrará siempre adeptos, mientras que de los parlamentos no sacaremos ni uno solo, porque allí no hay seres humanos sino monstruos, insensibles al dolor ajeno. Lo que no se puede hacer desde afuera menos se hará desde el parlamento. Por lo demás, seguir enviando hombres al parlamento significa corroborar al régimen de injusticia, afianzar y perpetuar el crimen erigido en sistema.»30​

En efecto, junto con defender los intereses de las clases populares, sus intervenciones en la cámara están destinadas a defender las ideas revolucionarias. Su intervención del 15 de julio de 1921 fue publicado posteriormente en folleto con el nombre “Los albores de la revolución social en Chile”. Dice allí:

«Yo deseo dejar establecido que nosotros creemos tener también el derecho a conquistar el poder político, a hacer lo mismo que vosotros hacéis… Y si vemos que el fraude y el dolo se pone en práctica para atentar contra nuestra ascensión al poder político, ¿qué nos tocará hacer? ¿cruzarnos de brazos? Al contrario: ante estos delitos, ante estas iniquidades, nosotros habremos de luchar con firmeza hasta conquistar todos nuestros derechos, primero por medio de la legalidad; pero cuando veamos que se nos cierra el camino de la legalidad, iremos si es preciso, y no lo dudéis, a la revolución. Y nadie puede negarnos en esta Cámara el derecho de hacer la revolución»31​

La fundación del Partido Comunista de Chile
A fines de 1920 tiene lugar el Tercer Congreso del POS, que discute sobre la adhesión del partido a la Internacional Comunista, lo cual exigía el cumplimiento de las 21 condiciones aprobadas en el II Congreso de la Comintern, celebrado en Petrogrado entre julio y agosto de ese mismo año. Este Tercer Congreso va esclareciendo el carácter de un nuevo patido con una nueva táctica, que se define de esta forma:

«…debe estar sujeta a las circunstancias y necesidades del pueblo trabajador en el actual momento de transición histórica y que su acción en cuanto a la lucha de clases, debe ser cada día más definida, decidida y constantemente revolucionaria; por tanto, no debe admitirse en sus filas aquellos socialistas de la antigua escuela democrática, que concretan toda su táctica de acción en una transformación evolutiva que sólo sirve para desviar a las masas obreras del recto camino de su liberación, perpetuando el régimen oprobioso e inhumano de explotación capitalista. Por eso, debe ser de preferente atención de todas las secciones del Partido, revisar y purificar sus filas, en forma que en cada componente se cristalicen nuestras aspiraciones comunistas y del estricto cumplimiento de nuestro programa, expulsando sin contemplaciones de nuestras filas a quienes manifiesten dudas sobre la eficacia de nuestra acción…»32​ 

Tras la discusión de las 21 condiciones en todas las secciones del POS durante 1921, los días 1 y 2 de enero de 1922 tiene lugar el IV Congreso del Partido Obrero Socialista. Allí se aprueba una nueva declaración de principios, ahora a nombre del Partido Comunista de Chile, sección chilena de la Internacional Comunista. En esta declaración de principios se puede ver con claridad la separación de las concepciones de la socialdemocracia y la adopción de las concepciones del leninismo, estableciendo, entre otras cosas:

«A fin de que la clase trabajadora pueda encaminarse ventajosamente ala consecución de sus ideales, que propague la supresión del a explotación del hombre por el hombre, instaurando en su defecto una sociedad comunista, es indispensable organizar sus fuerzas, capacitándose para la implantación de su dictadura en el período de transición; «Que para conseguir ese resultado se requiere la constitución de un organismo revolucionario de vanguardia, con propósitos claros, directivas precisas, que no puede ser otro que el Partido Comunista…»33​

El recién creado Partido Comunista de Chile fue aceptado en la III Internacional solo en calidad de “partido simpatizante”, manteniéndose en esa condición hasta 1922.

Recabarren en la Rusia Socialista
Cuando triunfa la Revolución de Octubre en 1917, Recabarren publica, en Buenos Aires, diversos artículos donde adhiere a esta revolución triunfante, los cuales son reproducidos en Chile. Dice en algunos de sus muchos artículos:

«El sueño, la utopía de esos locos llamados socialistas pasa a ser hoy no sólo una realidad, sino que la fuente de todo progreso y felicidad humana, esto era lo más temido por la clase capitalista de Rusia y de todas las partes».34​«Doy, sin vacilar, mi voto de adhesión a los maximalistas rusos, que inician el camino de la paz y de la abolición del régimen burgués, capitalista y bárbaro. Quien no apoye a esta causa, sostendrá el régimen capitalista con todos sus horrores».35​

Cuatro años después, en octubre en 1922, Recabarren inicia su segundo viaje a Europa, esta vez con la misión de representar a la Federación Obrera de Chile en el II Congreso de la Internacional Sindical Roja y asistir a las sesiones del IV Congreso de la Internacional Comunista, aunque los tiempos de viaje no le permiten participar de sus sesiones inaugurales. Aún así, el historiador soviético Vasili I. Ermolaev ha documentado que Recabarren estuvo en la Presidencia del II Congreso, junto con Clara Zetkin, Edgard Wood, Francisco Pintos y otros dirigentes revolucionarios3​. El informe presentado por Recabarren fue recogido y publicado posteriormente como “Informe sobre Chile y su movimiento obrero, preparado por Luis Emilio Recabarren para el congreso de Profintern en Moscú, 1922”.36​A su regreso al país, entrega un discurso en la Plaza de Armas de Santiago ante una enorme multitud que ha salido a recibirlo. En el informe posterior a su visita, publicado con el nombre de “Rusia Obrera y Campesina”, defiende la dictadura proletaria que ha conocido personalmente:   

«He vuelto de Rusia más convencido que antes que urge apresurar la Revolución Social que ponga en manos del pueblo todos los poderes para la construcción de la sociedad comunista». 37​

Su concepción sobre el Estado, la revolución y el papel de la violencia han cambiado con su conocimiento de la revolución rusa. Escribe más sobre esto en un breve texto que tituló “La dictadura preferible”:

«La realidad marcha hacia las dictaduras. Es el caso de escoger entre la dictadura obrera y burguesa. La dictadura burguesa ya la conocemos es el hambre, la opresión, la ignorancia y la mordaza perpetua. La dictadura obrera, es la fuerza que destruye el hambre, la opresión, la ignorancia y la mordaza perpetua. Es decir, hablando más claro, la dictadura obrera es la que destruye la dictadura burguesa que tantos siglos hemos sufrido… La dictadura burguesa favorece toda clase de explotación y de vicios que envilecen. La dictadura obrera destruye la explotación y la fuente de todos los vicios. Prefiero, pues, la dictadura obrera».38​

Actividad hacia 1924 y muerte de Recabarren

Funerales de Luis Emilio Recabarren en 1924.
Durante 1923 nuevamente recorre Chile en su actividad de propagandista y organizador. En enero de 1924 recibe la noticia de la muerte de Lenin y rinde un homenaje en la sesión de la Cámara de Diputados. Recabarren deja de ser diputado en agosto de 1924, poco antes de desatarse un golpe de Estado por parte de los militares con el “ruido de sables” para presionar por medidas que evitaran un alzamiento popular generalizado frente a la creciente crisis social. Ante esto, Recabarren escribe “Un ejemplo que debemos imitar”, en cuanto al uso de la violencia se refiere:

«Los militares que acaban de adueñarse del gobierno, que han disuelto el poder legislativo, que han derrocado los poderes constituidos y han abolido la Constitución del Estado y todas sus leyes, nos han dado un buen ejemplo y nos señalan el camino y los procedimientos que debemos seguir, cuando nuestras aspiraciones no se vean satisfechas ni el bienestar exista para todos.»39​

Más tarde, cuando el nuevo gobierno se pone completamente al servicio de la oligarquía y los intereses extranjeros, Recabarren lo condena de manera decidida.

La actividad de Recabarren en los meses siguientes lidia con la actividad fraccional al interior del Partido, que iba separándose de la línea política fundacional3​.

El viernes 19 de diciembre de 1924, Recabarren muere de varios tiros de su revólver automático en la cien. Hubo dudas sobre su suicidio. Salvador Ocampo relata que en Antofagasta cientos de mineros armados con dinamita estaban dispuestos a hacer volar las oficinas si se confirmaba que Recabarren había sido asesinado3​. Sin embargo, una comisión especial del Partido Comunista, llevó adelante una investigación que concluyó que el propio Recabarren había disparado su arma.

En el local de la Federación de Obreros Ferroviaros, ubicado en calle Bascuñán Guerrero, se levanta una capilla ardiente que recibe los restos de Recabarren el mismo día 19. Allí concurre un desfile interminable de personas que van a dar el último adiós al más grande dirigente obrero de Chile, en un desfile que se prolonga todo el sábado y las primeras horas del domingo. Sus funerales se llevan a cabo el domingo 21, con una gigantesca columna de varios kilómetros desde la calle Bascuñán Guerrero hasta el Cementerio General. En la plazuela del cementerio hay discursos de los dirigentes obreros que se prolongan toda la tarde, cuyas imágenes quedaron registradas en cinta de película, que debió salir de Chile en forma oculta tras el Golpe de Estado de 1973 y regresó al país en el año 2001.40​

Importancia de Recabarren en América Latina.
Durante su segunda estadía en Buenos Aires, Recabarren se hace parte de la fundación del Partido Socialista Internacional de Argentina. El Congreso Constituyente de esta organización se desarrolla los días 5 y 6 de enero de 1918, designando a Luis Emilio Recabarren como su Secretario General. En un Congreso Extraordinario en diciembre de 1920, el Partido Socialista Internacional resuelve aceptar las 21 condiciones de la III Internacional y se convierte en Partido Comunista, sección argentina de la Internacional Comunista.

Sin su participación directa, Recabarren influye también en Bolivia. Dice el historiador boliviano Guillermo Lora: “En 1914 se funda en La Paz el primer Partido Socialista y a partir de 1919 surgen a lo largo del país los llamados Partidos Obreros Socialistas, como respuesta a la poderosa influencia del marxista chileno Emilio Recabarren…” (Citado en 3​, p.163)

La labor teórica de Recabarren
Luis Emilio Recabarren dio gran importancia al poder de convicción de la letra impresa. Por eso, compuso innumerables folletos, pequeños opúsculos, donde examinaba temas muy concretos, todo ello en la forma más simple y en estilo directo y sencillo.

«Sus folletos, que llegaron a tener varias ediciones y circularon por miles de ejemplares, fueron impresos por él mismo y contenían el texto de sus charlas o conferencias. Luego de exponerlas a viva voz, entre la religiosa atención de su auditorio, Recabarren bajaba de la tribuna y salía a ofrecer en venta el folleto. Era difícil que alguien quedara sin adquirirlo» (César Godoy Urrutia, citado en 3​, p. 77.)

La labor teórica de Recabarren se desarrolla desde 1910. El 3 de septiembre de 1910, dicta una conferencia en el Rengo, con motivo de cumplirse cien años del inicio del proceso independentista de Chile. La titula: «Ricos y pobres a través de un siglo de vida republicana», donde se analiza lo que la república oligárquica significó para la clase y empalma con el pensamiento marxista. Este trabajo posteriormente publicado en forma de folleto.41​

Publica en ese mismo período «Mi juramento» y «La huelga de Iquique: la teoría de la igualdad». Posteriormente se editarán: «El Socialismo: ¿qué es y cómo se realizará?», un folleto de 90 páginas en que se plantean los principios y el programa del Partido Obrero Socialista, que apareció en 1912 en Iquique, impreso en los talleres del periódico El Despertar de Los Trabajadores. En 1914 se publica «Patria y Patriotismo»; en 1916, «La mujer y la educación»; en 1917, «La materia eterna e inteligente», «Proyecciones de la acción sindical», «Lo que puede hacer la Municipalidad en manos del pueblo inteligente» y «Lo que da el gremialismo»; en 1921, «¿Qué es los que queremos federados y socialistas?, «Desdicha obrera», drama en tres cuadros, «Los Albores de la Revolución Social en Chile» y «El sembrador de odios»; en 1923, «La Rusia Obrera y Campesina» y «Discursos y poesías»

Recabarren en el arte y la memoria popular
El propio Luis Emilio Recabarren considerada las expresiones artísticas como un importante canal para la educación de la clase obrera y el pueblo. Como parte de la actividad de propaganda socialista, impulsó la creación de compañías de teatro y conjuntos artísticos.

En 1912 publicó en El Despertar de los Trabajadores, dos obras de teatro de su autoría. «Flores Roja» y «Los vampiros». En 1912 funda el grupo Arte y Revolución, que montaba obras teatrales como «En Guerra», entre otras, con la participación de militantes del Partido Obrero Socialista, Elías Laferte, Luis Víctor Cruz y Teresa Flores. Para este grupo teatral, Recabarren escribió las obras «Desdicha Obrera» y «Redimida».

En las décadas siguientes diversos autores chilenos incorporan a Luis Emilio Recabarren dentro de sus novelas.
En el Canto General (1950), Pablo Neruda le canta a Recabarren.42​

Alejandro Jodorowsky lo incluye como personaje de ficción en El loro de siete lenguas (escrita c. 1965-1970, publicada en francés en 1984 y en español en 1991) y Donde mejor canta un pájaro (1992). Hernan Rivera Letelier lo menciona como el presidente del Partido Obrero Socialista en Fatamorgana de amor con banda de música (1998). Luis Sepúlveda lo emplea como personaje secundario en su novela La sombra de lo que fuimos (2009).

En la música, el famoso cantautor chileno Víctor Jara, escribe A Luis Emilio Recabarren, en el disco Pongo en tus manos abiertas. Las primeras palabras de la canción dan el nombre a ese disco: «Pongo en tus manos abiertas mi guitarra de cantor».

Violeta Parra, cantante e investigadora chilena, lo menciona en una canción Rodríguez y Recabarren, en comparación con el prócer de la independencia, Manuel Rodríguez.

También el trovador de la misma nacionalidad, Francisco Villa Castro, le dedicó un tema llamado Luis Emilio incluido en su cuarto disco Porfía. En las artes visuales, aparece junto a Lautaro en el mural Muerte al invasor, del mexicano David Alfaro Siqueiros, pintado en la Escuela México de Chillán.43​

En el año 2007 la Compañía de Teatro Público con su Directora de Teatro Patricia Artés, rescata una obra escrita por Luis Emilio Recabarren para crear conciencia de clase, llamada Desdicha Obrera.

Su figura es destacada en la obra teatral Recabarren del dramaturgo Cristian Figueroa como parte de su trilogía Tiernos y Feroces, estrenada el año 2015 bajo la dirección de Cristian Keim (con funciones en Valparaíso como en Santiago) y posteriormente publicado por editorial Cuarto Propio, Santiago de Chile 2017.

Referencias
 Pinto, Julio (2013). Luis Emilio Recabarren: una biografía histórica. Santiago: Lom. p. 16-50.
 Simon, Fanny (Circa 1950). Recabarren and the labor movement of Chile. Edición inédita. p. 28.
 Ljubetic, Iván (1992). “Don Reca”. Ediciones Instituto de Ciencias Alejandro Lipschutz.
 Recabarren, L.E. “Carta al director, La Tarde”, Santiago, 15 de marzo de 1893, en Escritos de Prensa, tomo I, p. 1. Recopiladores Ximena Cruzat y Eduardo Devés.
 Recabarren, L.E. “Los albores de la revolución en Chile”, El pensamiento de Luis Emilio Recabarren, Austral, Santiago, 1971.
 Recabarren, L.E. en “El Trabajo” de Tocopilla, 18 de octubre de 1903.
 Recabarren, L.E. en "Escritos de Prensa", Tomo I, p. 165.
 Recabarren, L.E. “Proceso oficial contra la Mancomunal de Tocopilla”, disponible en Marxist Internet Archive.
 Recabarren L.E., en Escritos de Prensa, Tomo I, p. 144
 Recabarren, L.E. Citado en Ljubetic, “Don Reca”, p. 55.
 Recabarren, L.E. en escritos de Prensa, tomo I, p. 48.
 Ocampo, Salvador. “El tiempo de Recabarren”, entrevista realizada por Eduardo Labarca, Cuadernos del Instituto de Ciencias Alejandro Lipschutz Nro. 6, enero-febrero de 1987, p.8.
 Lenin, V.I. Obras Completas, tomo XIV, p.238. Ediciones Cartago.
 Ortiz, Fernando. “El Movimiento Obrero en Chile: 1891-1919”, p.264.
 Recabarre, L.E. “Mi juramento”, disponible en Marxist Internet Archive.
 Vargas Puebla, Juan: “La lucha por la unidad de la clase obrera”. Boletín Exterior del PC de Chile, N° 16, marzo-abril 1976, p. 35.
 Citado por Alegría, Fernando en “Como un árbol rojo”, Editorial Prensa Latinoamericana, Santiago, 1968, p. 129.
 Recabarren, L.E. “Obras”, compilación de Digna Castañeda, Casa de las Américas, La Habana, 1976, p.180.
 Recabarren, L.E. Citado en Revista Principios, nro. 152, p. 133.
 Recabarren, L.E. En El Despertar de los Trabajadores, Iquique, 30/8/1914.
 Recabarren, L.E. En El Despertar de los Trabajadores, Iquique, 31/01/1915.
 Recabarren, L.E. en “La Aurora”, Taltal, 20/10/1916.
 Recabarren, L.E. en El despertar de los Trabajadores, 9/11/2016.
 Recabarren, L.E. “Obras”, compilación de Digna Castañeda, Casa de las Américas, La Habana, 1976, pp. 259-262.
 Wilson, Ronald: “La herencia política de Luis Emilio Recabarren”, Araucaria N° 35-1986, p. 105.
 Declaración de Principios de la Federación Obrera de Chile, citado en Ortiz, Fernando. “El Movimiento Obrero en Chile: 1891-1919”, p.221.
 Ramírez, Hernán: “El movimiento obrero chileno desde 1917 a 1922“, en Revista Principios N° 65, enero 1960, pp. 30-31.
 Recabarren L.E. “Proyecto de constitución para la República Federal Socialista de Chile”, disponible en  Marxist Internet Archive.
 Recabarren, L.E. en “El Socialista”. Antofagasta, 23/2/1921.
 Recabarren, L.E. en “El Productor”, Iquique 12/09/1921.
 Recabarren, L.E. “Los albores de la Revolución en Chile”, discurso pronunciado en la Cámara de Diputados, el 15 de julio de 1921, en “El pensamiento Político de Luis Emilio Recabarren”. Editora Austral, 1971, Tomo I.
 Ramírez, Hernán: “El movimiento obrero chileno desde 1917 a 1922“, en Revista Principios N° 65, enero 1960, pp. 30-31.
 Ramírez, Hernán: “Origen y formación del Partido Comunista de Chile” Editorial Progreso, pp. 159-160.
 Recabarren, L.E. en “Adelante”, Talcahuano, 5/2/2018.
 Recabarren, L.E. en “Adelante”, Talcahuano, 13/2/2018.
 Ulianova, Olga. “Chile en los archivos de la Komintern”.
 Recabarren, L.E. “La Rusia obrera y campesina”, disponible en  Marxist Internet Archive.
 Recabarren, L.E. en “La Federación Obrera”, Santiago, 7/11/1923
 Recabarren, L.E. en “La Justicia”, Santiago 17/9/1924.
 Funeral de Luis Emilio Recabarren, Cineteca Nacional, disponible en Cineteca Nacional.
 Recabarren, L.E. “Ricos y pobres a través de cien años de vida republicana”, disponible en Memoria Chilena.
 Neruda, Pablo (Tercera Edición, 1968). Canto General. Editorial Losada, Buenos Aires Argentina. pp. 135-139.
 Consejo de Monumentos Nacionales. «Murales de David Alfaro Siqueiros y Xavier Guerrero (de la Escuela México de Chillán)». Archivado desde el original el 14 de mayo de 2014. Consultado el 22 de septiembre de 2012.
Enlaces externos
 Wikisource contiene obras originales de Luis Emilio Recabarren.
En el Marxists Internet Archive está disponible una sección con obras de Luis Emilio Recabarren.
Reseña biográfica en el sitio de la Biblioteca del Congreso Nacional de Chile.
Luis Emilio Recabarren (1876-1924) en Memoria Chilena
Vida y Obra de Luis Emilio Recabarren
Cortometraje "Los Funerales de Luis E. Recabarren" filmado en 1924.
[1]