Mittwoch, 21. Juni 2017

BRASIL A NOVA DEMOCRACIA: Notícias da Guerra Popular

Notícias da Guerra Popular

Peru: Ações armadas do Exército Popular de Libertação

Com informações de vnd-peru.blogspot.com
Dois policiais foram aniquilados durante uma série de ações armadas empreendidas pelo Exército Popular de Libertação (EPL), dirigido pelo Partido Comunista do Peru (PCP) em processo de Reorganização Geral. A notícia foi veiculada pelo blog da Associação de Nova Democracia Nuevo Peru em 1º de junho de 2017.
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Embandeiramento por ocasião do 31o Dia da Heroicidade
Segundo informações do EPL, o aniquilamento dos agentes da reação ocorreu durante uma exitosa emboscada contra a patrulha, realizada no departamento de Ayacucho, na serra do Huanta, localizada na região conhecida como Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro (VRAEM). Os combatentes se retiraram sem baixas.
O EPL desenvolve uma intensa campanha de agitação e propaganda armada nas cidades de Lima e Huanta. Pichações, hasteamento de bandeiras e panfletagens foram realizadas clandestinamente.
Na cidade de Chosica, na província de Lima, os combatentes penduraram bandeiras com a foice e o martelo, pichações com a consigna Yankees Go Home! e deixaram no local uma caixa com explosivos. “As ações provam que estão atuando para desenvolverem-se e passarem às ações militares. A bandeira é o Partido e a dinamite significa que estão fortes e empregando a violência”, afirmou o “senderólogo”* Jaime Antezana.
Segundo informe remetido ao Movimento Popular Peru (Comitê de Reorganização) por combatentes do EPL, “A ação teve boa preparação e execução, expressando um brilhante êxito para o Presidente Gonzalo, ao Partido e à guerra popular, e um golpe no imperialismo e na reação, esmagando o novo revisionismo. Ações que têm que vibrar a capital, caixa de ressonância no país e no estrangeiro”. “Nada assusta os companheiros do EPL, que estão cumprindo as tarefas estabelecidas com grande decisão e alto espírito revolucionário, elevando sua belicosidade”, arrematam.
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Ampla greve contra a mineradora Las Bambas,fevereiro de 2017
Conforme aponta o PCP no Documento “Eleições não! Guerra Popular sim!”, citado pelo MPP (CR) em sítio da internet: “A agitação e propaganda armada é uma das quatro formas da guerra popular e, consequentemente, é errôneo vê-la como coisa separada; não vê-la como forma da guerra leva a erros. É propaganda como difusão de ideias que apontam ao objetivo, e agitação como utilização de problemas concretos pelos quais as massas brigam. Estas ações semeiam revolução, guerra popular, política e ideologia. (...) Aprofunda-se nas massas mais fundas que em grande parte não sabem ler nem escrever (...) vibra suas mentes, semeia e remarca. A agitação e propaganda desenvolvem-se como ação psicológica e de guerra psicológica”.
Em nota publicada no dia 15 de junho, o EPL afirma que as ações armadas estão ocorrendo em meio a situação política nacional de crescente lutas das massas. Recentemente, o Peru tem sido palco de intensas mobilizações, como o amplo movimento grevista contra a mineradora Las Bambas no distrito de Challhuahuacho, província de Cotabambas (Apurímac). Os professores também sinalizam radicalizar sua luta e, no interior do movimento, há uma acirrada disputa entre a linha revolucionária e a falida linha oportunista de setores do SUTEP (Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação do Peru) ligados à Linha Oportunista de Direita (LOD), que, como aponta a nota, sempre quer “trazer a cauda do revisionismo para o SUTEP” para desviá-lo do rumo classista e combativo: “A LOD procura contrapor as lutas dos professores com a luta do povo e tenta minar a reativação do SUTEP classista e combativo”.
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*Senderólogos — Matilha de pseudo-intelectuais, pseudo-escritores, “analistas” e “investigadores” peruanos e estrangeiros que se autodenominam “especialistas em antropologia, sociologia e violentologia”. Estes, através dos monopólios de comunicação, utilizando-se de argumentos distorcidos, fabricados pela reação, tentam difamar a Guerra Popular no Peru, servindo deste modo aos objetivos do imperialismo, principalmente o ianque, com artigos, livros e reportagens policialescas. O termo deriva de “Sendero Luminoso”, denominação dada ao PCP e ao Exército Guerrilheiro Popular que dirige, pela imprensa reacionária, bem como pelas “autoridades” do velho Estado peruano, retirada de uma consigna que os maoístas proferiam na fase preparatória da guerra popular: “Por el sendero luminoso de Mariátegui!”, aludindo a retomar as contribuições que o grande revolucionário marxista-leninista peruano José Carlos Mariátegui aportara para a revolução peruana.

Índia: Crescem o prestígio e as fileiras maoistas

A guerra popular empreendida pelo Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (EGPL), dirigida pelo Partido Comunista da Índia (Maoista), segue granjeando constante prestígio e incorporação das massas camponesas e populações tribais na luta armada.
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Bandeiras maoístas em área rural
Frente às derrotas políticas e militares, fontes policiais do estado de Telangana emitiram informe sobre as forças e o apoio que os Maoistas dispõem na região.
A reação constatou que os comunistas dispõem de ao menos 200 mil quadros repartidos em 35 distritos, possuindo mais de 10 mil armas de fogo.
Ainda segundo o informe, o EGPL e os Comitês Revolucionários do Povo (CRP) – órgãos do Novo Poder embrionários gerados pelo PCI (Maoista), que precedem as futuras bases de apoio – arrecadam anualmente aproximado 1,5 bilhão de rúpias (moeda indiana), equivalente a 20 milhões de Euros. O valor provém dos impostos revolucionários cobrados das indústrias.
Velho Estado desmentido
Os recentes dados apresentados pelo informe desmentem a propaganda de guerra psicológica montada pelo velho Estado, que busca apresentar o PCI (Maoista) como agonizante e derrotado.
A grande emboscada realizada pelo EGPL, contando com apoio tático das milícias populares formadas por camponeses e aldeões e mobilizando mais de 300 pessoas, no dia 24 de abril (noticiado em AND nº 188), confirma o vigor das ações realizadas pelo PCI (Maoista) e pelo EGPL e a crescente incorporação das massas na guerra popular.
Novas ações
Em 5 de junho, um soldado do Grupo de Operações Especiais (GOE) foi aniquilado e outros seis ficaram feridos em uma nova emboscada do EGPL, desatada em Khamankhol, no distrito de Kandhamal (estado de Odisha).
Os soldados viajavam em quatro veículos após uma operação “contrainsurgente”, quando o último veículo foi atacado. Uma longa troca de tiros consumiu pelo menos 300 balas dos soldados da reação. Ainda assim, não há confirmação de baixas nas fileiras dos revolucionários.