Freitag, 4. Mai 2018

Declaração conjunta de Partidos e Organizações Maoistas por ocasião do Primeiro de Maio de 2018


Tadução não-oficial

Proletários de todos os países, uni-vos!

Declaração conjunta de Partidos e Organizações Maoistas por ocasião do Primeiro de Maio de 2018!

Proletários de todos os países, uni-vos!
Neste primeiro de maio de 2018 nos dirigimos ao proletariado internacional como parte da grande Campanha Mundial pelos 200 anos de nascimento de nosso grande fundador, Karl Marx. Junto com este glorioso bicentenário do nascimento de nosso fundador, nós celebramos também o 170ª aniversário do Manifesto Comunista e nos reafirmamos na plena vigência da Ideologia, Princípios e Programa fundamentais do proletariado internacional por ele estabelecidos, sintetizados no lema: Proletários de todos os países, uni-vos!

Com o Manifesto Comunista, primeira apresentação sistemática teórica, ideológica e política do Comunismo, nasceu o Movimento Comunista Internacional – da Liga dos Comunistas à Associação Internacional dos Trabalhadores e desta aos dias de hoje, passando pela II Internacional e pela III, a gloriosa Internacional Comunista, expressão organizada da vanguarda do proletariado internacional, que marcha, entre voltas e reviravoltas, incontivelmente desfraldando, defendendo e aplicando os princípios e programa que levarão a humanidade ao Novo Mundo, à sociedade sem classes, ao Comunismo.

Com o nascimento do Movimento Comunista a história conheceu o surgimento de um novo tipo de homens, dotados de firme unidade de pensamento e ação, os comunistas, organizados em partidos diferentes e opostos a todos os demais partidos até então conhecidos na história, homens e mulheres dispostos a dar a vida pela causa da emancipação humana, através da única via possível, a da emancipação política do proletariado: a Revolução Proletária, a Ditadura do Proletariado, o Socialismo científico como transição ao luminoso Comunismo. Neste primeiro de maio, rendemos nossas mais ardentes homenagens aos gigantes do pensamento e da ação Karl Max, Friedrich Engels, Vladimir Lenin, Josef Stalin e ao Presidente Mao Tsetung, destacadamente as três grandes Luminárias Imarcescíveis: Marx, Lenin e o Presidente Mao, e as incontáveis legiões de comunistas do Movimento Comunista Internacional que, ao longo destes 170 anos, vêm de forma inquebrantável entregando suas vidas pela tão gloriosa e a maior de todas as causas.

Transcorridos 200 anos do nascimento de nosso fundador e 170 anos do Manifesto, o mundo nunca antes esteve tão pleno de tormentas e nunca antes as condições objetivas para a Revolução Proletária Mundial estiveram tão maduras, dadas pelo nível nunca antes visto da socialização da produção e pelo mais avançado grau de decomposição do capitalismo, o imperialismo agonizante. E, apesar de o proletariado ter sofrido reveses com as restaurações capitalistas onde ele havia conquistado o Poder e edificado o socialismo, o proletariado revolucionário comprovou e desenvolveu sua ideologia científica do marxismo, passando ao marxismo-leninismo e ao marxismo-leninismo-maoismo, principalmente maoismo como sua nova, terceira e superior etapa, dotando a classe, mais do que nunca, de sua arma todopoderosa para mobilizar, politizar e organizar as massas oprimidas do mundo para lutar, derrotar e varrer parte por parte da face da terra o imperialismo, seus lacaios e a toda a reação, combatendo de modo implacável e inseparável o revisionismo e todo o oportunismo.

A crise geral de decomposição do imperialismo segue agravando-se e nos próximos anos e décadas seguirá produzindo distúrbios de magnitudes crescentes, levando sofrimento inauditos às massas populares em todo o mundo e provocando, por sua vez, sua mais feroz resistência e justa rebelião. O drama de milhões de refugiados golpeados pelas guerras de agressão e genocídios demonstra o verdadeiro rosto da “civilização” imperialista – o imperialismo é câncer e os povos do mundo não precisam dele. O imperialismo não tem outro destino que não seja o de fracassar sucessivamente, enquanto o povo está condenado a triunfar inevitavelmente. Mas precisa-se da vanguarda proletária para plasmá-lo o quanto antes.

A concentração mundial de riqueza se acentuou ainda mais em 2017. Segundo dados de sua própria ONG Oxfam, 82% das riquezas produzidas no mundo no último ano ficaram concentradas nas mãos de 1% da população, sendo que 3,7 bilhões de pessoas – a metade da população mundial – não ficou com nada. O aumento da desigualdade cresce de forma acelerada também nos próprios países imperialistas da América do Norte, Europa e Asia, onde a incorporação de grandes ondas de imigrantes ao proletariado desses países fez agudizar enormemente a contradição entre proletariado e burguesia.

A crescente primarização e desnacionalização da economia dos países de Terceiro Mundo acentuam sua dependência econômica e a dominação semicolonial ou colonial do imperialismo. As chamadas “concessões” petrolíferas, na mineração, florestais [N.T: atuação madeireira] se multiplicaram pela América Latina, África, na Turquia e na Índia, promovendo massivas expulsões de massas de suas terras, produzindo grandes devastações no meio natural e social, e gerando verdadeiros enclaves coloniais nos territórios da Índia, Brasil, México, Peru, Bolívia, África do Sul, Filipinas etc..
De acordo com dados oficiais, a concentração de terras na América Latina é ainda maior que antes da década de 1960, sendo a maior do mundo. Na Índia e em todo o sul da Ásia grandes contingentes de centenas de milhões de camponeses estão se levantando em defesa de suas terras, demonstrando que seu papel é decisivo para as revoluções democráticas e que, ao contrário de diminuir, seu papel tem se elevado. Os camponeses são praticamente a metade da população mundial, são a força principal da Revolução Mundial.

O imperialismo ianque (“o cachorro gordo”) como superpotência hegemônica única é o inimigo principal dos povos do mundo, é ele que encabeça, em conluio e pugna com a superpotência atômica russa (“o cachorro magro”) e demais potências imperialistas, as guerras de agressão e rapina contra os povos e nações oprimidas do mundo.

Sobre as bases de cada vez mais profunda crise econômica do sistema capitalista imperialista mundial, da qual a crise do capitalismo burocrático dos países oprimidos é parte, todo o sistema político da velha ordem entra em avançado grau de decomposição. As crises políticas expressam maior e crescente pugna entre as frações das classes dominantes, demonstrando que os velhos Estados reacionários já alcançaram uma avançada etapa de decomposição e afundamento. No mundo se desenvolve uma situação revolucionária de forma desigual e persistente.

Os escândalos de corrupção por todo o mundo, além de ressaltar a natureza putrefata destes governos, demonstram a crescente união pessoal entre os representantes de grandes corporações monopolistas e o Poder do Estado. As eleições burguesas, como meio de legitimação da velha ordem, estão cada vez mais desacreditadas, sem legitimidade e despertam o rechaço espontâneo das massas, demonstrando o esgotamento da ofensiva geral da contrarrevolução.

O USA, encabeçado pelo arquirreacionário Trump, segue desenvolvendo sua guerra de agressão pela partilha e repartilha do chamado Oriente Médio Ampliado (Ásia Ocidental), agudizando ainda mais a contradição principal da época e do mundo atual, entre as nações oprimidas, por um lado, e as superpotências e potências imperialistas, por outro.

Depois das derrotas militares sofridas sobre o terreno, os imperialistas ianques persistem preparando uma nova escalada de agressões a Síria e em todo o Oriente Médio Ampliado. E, em meio ao conluio e pugna imperialista, se utilizam cada vez mais as forças lacaias e de seus serviçais da região, como as forças da monarquia latifundiário-burocrática da Arábia Saudita, da República teocrática latifundiário-burocrática do Irã, tropas intervencionistas do Estado latifundiário-burocrático turco encabeçado por Erdogan, complementadas com o auxílio de forças mercenárias reacionárias de diversos tipos, levando a mais e maiores genocídios na região.

Como parte destas guerras de agressão e genocídios estamos assistindo à utilização de movimentos nacionalistas reacionários para desviar as lutas de libertação nacional, como o encabeçado pela direção oportunista latifundiário-burguesa do PKK, que arrastou parte das massas curdas para ser massa de manobra e carne de canhão nos planos dos imperialistas de ocupação e rapina na região, servindo aos objetivos imperialistas de partilha e repartilha da Síria em zonas e esferas de influência.

Em meio à dura luta de classes contra a reação e o imperialismo e a luta contra o revisionismo e o liquidacionismo, o heroico proletariado da Turquia está forjando os instrumentos capazes de desenvolver a Revolução de Nova Democracia mediante a Guerra Popular, contra a semifeudalidade, a grande burguesia, o imperialismo e o velho e lacaio Estado latifundiário-burocrático encabeçado pelo regime absolutista e genocida de Erdogan – AKP. Os comunistas da Turquia estão lutando por unir o povo turco e curdo na Frente Única Revolucionária dirigida absolutamente pelo Partido Comunista para realizar a Revolução de Nova Democracia por meio da Guerra Popular.

A verdadeira autodeterminação nacional para a Nação Curda, tal como à Catalunha, País Vasco, Irlanda e outras, apenas poderão ser alcançadas através da revolução de Nova Democracia ou Socialista, segunda seja o caso, através do desenvolvimento da Guerra Popular, e para tanto é preciso constituir ou reconstituir os partidos comunistas marxista-leninistas-maoistas, capazes de dirigi-las até a vitória.

É importante destacar a luta do povo palestino contra o colonialismo imperialista-sionista, povo que necessita transformar sua luta armada de libertação nacional em guerra popular. Primeiro foi a Inglaterra quem dominou-os, substituindo a dominação otomana, após a Primeira Guerra Mundial, e impulsionou a colonização da Palestina por meio de colonos europeus (pertencentes ao movimento sionista) e, logo depois da Segunda Guerra Mundial, foi o imperialismo ianque quem prosseguiu com esta colonização com a partilha da Palestina em 1948 e o estabelecimento do Estado sionista de Israel. Durante todo este tempo se vêm ocupando a Palestina e expulsando a sua população por meio da importação de colonos judeus da antiga União Soviética revisionista, assim os soldados e os imperialistas ianques, armando-os, tem sustentado a guerra colonial genocida contra os palestinos e os povos árabes da região.

Na Ásia, onde se encontram a maior parte das massas da terra, a grande Guerra Popular da Índia representa uma grande fortaleza e fonte de inspiração para o Movimento Comunista Internacional. Derrotando as campanhas de cerco e aniquilamento, assim como as protervas políticas de “acordo de paz” do inimigo e impulsionando o internacionalismo proletário, o PCI (Maoista) está elevando a Bandeira Vermelha às maiores alturas e é um grande ponto de referência para as lutas de libertação nacional. Seu triunfo significará a mudança da correlação de forças entre revolução e contrarrevolução a nível mundial.

O PCI (Maoista) se erigiu como o verdadeiro e consequente defensor – como vanguarda organizada do proletariado – da causa das minorias nacionais oprimidas pelo velho Estado indiano, opondo-se resolutamente às políticas reacionárias do nacionalismo hindu brhamânico – do regime de Modi – de discriminação religiosa, de casta e de guerra contra o povo, buscando dividir as massas. O PCI (Maoista) é um importante ponto de referência e fonte de inspiração para os revolucionários de todo o mundo.

O inimigo, em sua busca desesperada por deter o desenvolvimento da Revolução de Nova Democracia, está intensificando suas campanhas genocidas contra as massas, principalmente camponesas e indígenas, assim como as campanhas de aniquilamento seletivo de dirigentes, quadros comunistas e a perseguição aos revolucionários, democratas e progressistas. A grande guerra popular na Índia está demonstrando uma vez mais o princípio de que “o sangue derramado não afoga a revolução, mas a rega”, e todo o sacrifício pago pelas massas está se convertendo em ódio de classe e em mais vitórias para o povo e para a revolução.

Nas Filipinas, a guerra popular persiste há mais de 45 anos, derrotando uma a uma as campanhas de cerco e aniquilamento dos sucessivos governos lacaios do imperialismo ianque, assim como de suas insistentes chamadas à capitulação através de “negociações”, de “acordos de paz” e chamamentos para integrarem-se ao velho Estado e à sua farsa eleitoral. A polícia ultrarreacionária do governo Duterte demonstra que a única coisa que o velho Estado filipino tem a oferecer para as massas é mais genocídio, exploração e opressão.

Na América Latina a bancarrota dos governos oportunistas da grande burguesia com fachada de “esquerda” na Argentina, Brasil, El Salvador, Equador, Uruguai, Nicarágua, Venezuela, Bolívia etc., está gerando ondas cada vez maiores de protesto popular e plantando a semente da Guerra Popular. Os velhos Estados de grandes burgueses e latifundiários, serviçais do imperialismo, principalmente ianque, vivem um agudo e acelerado processo de decomposição e, um a um, vão desmoronando-se. E são parte da maior reacionarização deste velho Estado semicolonial e semifeudal, com o crescimento de movimentos fascistas e tendência a golpes militares contrarrevolucionários preventivos diante da inevitável e violenta insurgência popular frente ao incremento exorbitante da exploração e repressão para salvar o imperialismo de sua crise de dominação e por conjurar o inicio de mais guerras populares.

Por toda a América Latina, os notáveis avanços na reconstituição ou constituição de partidos comunistas maoistas militarizados se estendem desde o Chile, passando pelo Brasil, Equador, Colômbia até o México e no Peru, nas alturas de Vizcatán no VRAEM, tem seu ponto mais alto e luminoso. Ali, o Partido Comunista do Peru avança em sua reorganização geral com base em Primeiro Congresso e na defesa do Presidente Gonzalo para dar novo e poderoso impulso à Guerra Popular.

Ásia, África e América Latina, como disse o Presidente Mao, são as zonas de tempestades revolucionárias e base da Revolução Mundial. A América Latina, como “quintal” do USA, é um grande barril de pólvora e o início de mais guerras populares no continente será poderoso pavio do maoismo para incendiar toda a pradaria em grandes labaredas da Guerra Popular.

Na Europa, as jornadas de lutas de julho contra o G20 em Hamburgo (Alemanha) dirigidas pelos comunistas, foram uma rotunda vitória para o MCI. Os comunistas levantaram a Bandeira Vermelha do maoismo e não permitiram que fosse arriada. A odiosa campanha de caça às bruxas pelo Estado imperialista alemão não será capaz de deter a marcha do proletariado da Alemanha na reconstituição de seu Partido Comunista. Também as lutas do proletariado da França, Áustria e outros contra a reação imperialista, no ano de 2017, demonstraram como o ventre da besta imperialista está avançando na aplicação do maoismo, e que o movimento comunista maoista está se fortalecendo e avançando no caminho da constituição/reconstituição de partidos comunistas militarizados para iniciar a Guerra Popular. Está avançando a tambor batente.

Na América do Norte, dentro do próprio USA, de sul ao norte e de leste a oste, floresce o maoismo com o surgimento e crescimento de verdadeiras organizações revolucionárias, como os Guardas Vermelhos e outros coletivos comunistas. O ressurgimento do movimento comunista no Estados Unidos, unidos sob a defesa da necessidade de conformar-se no Partido Comunista marxista-leninista-maoista para iniciar a guerra popular, é um golpe contundente para a reação imperialista ianque e ao novo revisionismo ianque avakianista do PCR.

Portanto, a situação mundial demonstra um enorme potencial e que o movimento comunista está ressurgindo com força renovada. Para transformar esta força potencial do Movimento Comunista Internacional, a Revolução Proletária Mundial necessita da constituição/reconstituição de partidos comunistas marxistas-leninistas-maoistas para transformar as atuais lutas armadas de libertação nacional em guerras populares, para realizar a revolução de Nova Democracia, desatar novas guerras populares pela Revolução de Nova Democracia ou pela Revolução Socialista – segundo seja o caso (em países oprimidos e capitalistas desenvolvidos, respectivamente) – e, através de sucessivas Revoluções Culturais Proletárias, transitar todo o mundo ao Luminoso Comunismo.

O grande Marx nos alertou que: “a experiência do passado nos ensina que a insuficiente atenção pela aliança fraternal que deve existir entre os operários dos diferentes países e a insuficiente incitação a sustentarem-se uns nos outros na luta pela emancipação, é castigado com a derrota comum de seus esforços atomizados”.

O proletariado internacional precisa superar cabalmente a atual dispersão de forças – dispersão surgida com o golpe contrarrevolucionário da camarilha de Teng Siao-ping na China depois da morte do Presidente Mao e agravada pela liquidação do MRI pelo novo revisionismo de Avakian, Prachanda e seus cumpinchas – realizando uma Conferência Internacional Maoista Unificada para avançar na formulação da Linha Geral para o Movimento Comunista Internacional e a formação de uma Nova Organização Internacional do Proletariado que sirva à luta por colocar o maoismo como mando e guia da Revolução Mundial.

O marxismo é oposto a toda forma de chauvinismo imperialista e nacionalismo estreito. O proletariado é uma classe internacional única com interesses e destino indissoluvelmente ligados, então o único principio marxista para o Movimento Comunista Internacional é o internacionalismo proletário. O Presidente Mao Tsetung afirmou: “O internacionalismo é o espírito do comunismo.”
Marx, ao destacar a importância da existência da Associação Internacional dos Trabalhadores – AIT, afirmou que enquanto o papel de vanguarda do proletariado nas jornadas de 1848 demorou décadas para ser reconhecido, quando ocorreu a Comuna de Paris, esta foi imediatamente reconhecida e suas lições incorporadas ao movimento do proletariado internacional.

Hoje, o proletariado internacional, em dura luta por varrer o imperialismo e toda a reação da face da terra, precisa de um MCI e uma Organização Internacional que sirva à defesa e difusão do maoismo como terceira, nova e superior etapa de desenvolvimento do marxismo, que sirva ao proletariado na constituição/reconstituição de Partidos Comunistas marxistas-leninista-maoistas, para tomar o Poder e defendê-lo mediante a Guerra Popular nas revoluções democráticas e socialistas, assim como para elevar a defesa, o apoio e a difusão das Guerras Populares em curso, para organizar a solidariedade com as lutas e rebeliões populares em todo o mundo.

O revisionismo segue sendo o perigo principal para a Revolução Mundial e o Movimento Comunista Internacional e, sendo assim, estes não podem dar um passo sequer sem combatê-lo de modo implacável e inseparável do combate ao imperialismo e a toda a reação. O Presidente Mao afirmou que a “história do movimento comunista internacional nos mostra que a unidade proletária se consolida e se desenvolve em luta contra o oportunismo, o revisionismo e o divisionismo”. Portanto, apenas contando com unidade ideológica e política o proletariado pode lograr coesão de organização e unidade de ação.

Os planos oportunistas por uma ampla unidade, independentemente da unidade ideológica e política, devem ser rechaçados. Como disse Lenin, “O importante não é o número, mas sim que expressem de um modo justo as ideias e a política do proletariado verdadeiramente revolucionário”.
O Movimento Comunista precisa de uma nova Organização Internacional fortemente unida em torno do maoismo e da Guerra Popular, que sirva a pôr o maoismo como mando e guia da revolução mundial, iniciando e desenvolvendo mais guerras populares.

A unidade dos comunista a nível mundial exige, portanto: 1) a defesa do Maoismo como nova, terceira e superior etapa do marxismo, contra todo tipo de revisionismo, novo e velho, tais como as Linhas Oportunistas de Direita no Peru, avakianismo e prachandismo, 2) a defesa da Guerra Popular como a estratégia militar superior da classe, a Linha Militar do Proletariado, centro da Linha Política Geral para o Movimento Comunista Internacional – meio para realizar as revoluções de nova democracia e socialistas, para derrotar a Guerra Imperialista mundial se esta se impôe, opondo-se a ela com a Guerra Popular Mundial.

A realização de uma Conferência Internacional Maoista Unificada deve basear-se nestes princípios ideológicos e políticos para avançar na formulação da Linha Geral para o Movimento Comunista Internacional e dar à luz uma nova Organização Internacional do Proletariado, capaz de cumprir estas tarefas e objetivos que a Revolução Proletária Mundial demanda, servindo como um grande passo à frente na reunificação dos comunistas em todo o mundo.

O Movimento Comunista está ressurgindo com força renovada, hoje a situação objetiva e subjetiva para uma Conferência Internacional Maoista Unificada e a formação de uma Organização Internacional do Proletariado são muito melhores do que quando foi fundado o MRI. Basta dizer que em sua reunião de fundação, em 1984, predominou a participação de partidos e organizações que se opunham ao maoismo como nova, terceira e superior etapa de desenvolvimento do marxismo, adotando apenas “pensamento mao tsetung” e apenas mais tarde aceitaram o maoismo, ainda sim, só formalmente.

Nós, os Partidos e Organizações marxistas-leninistas-maoistas reafirmamo-nos e elevamos nosso compromisso de lutar pela reunificação dos comunistas a nível mundial, sob a base e guia do marxismo-leninismo-maoismo e da Guerra Popular, combatendo implacavelmente o revisionismo velho e novo e todo o oportunismo, a serviço da Revolução Proletária Mundial.

Há 200 anos do nascimento de nosso fundador e 170 anos de nascimento do Movimento Comunista Internacional, reafirmamo-nos em sua magistral previsão, referindo-se à revolução comunista: “Os proletários não têm nada a perder, a não ser seus grilhões. Têm um mundo a ganhar!”

Viva o marxismo-leninismo-maoismo!
Abaixo o revisionismo de velho e novo tipo!
Defender os presos políticos e prisioneiros de guerra de todo o mundo!
Por uma Conferência Internacional Maoista Unificada e a formação de uma Nova Organização Internacional do Proletariado!
Defender a vida e a saúde do Presidente Gonzalo, com Guerra Popular!
Viva a Nova Grande Onda da Revolução Proletária Mundial!
Abaixo a Guerra Imperialista! Viva a invencibilidade da Guerra Popular!


Assinam*:

Partido Comunista do Brasil (Fração Vermelha)
Partido Comunista do Peru – PCP
Partido Comunista do Equador – Sol Rojo
Fração Vermelha do Partido Comunista do Chile
Organização Maoista para a Reconstituição do Partido Comunista da Colombia
Núcleo Revolucionário para a Reconstituição do Partido Comunista do México
Frente Revolucionária do Povo da Bolívia MLM
Comitê Bandeira Vermelha – Alemanha
Comitê para a Fundação do Partido Comunista (Maoista) da Áustria


*até o momento